O PSD, que está a preparar o seu programa de ação, auscultou os contributos da União das Mutualidades Portuguesas (UMP) no âmbito das políticas para a longevidade, numa reunião online entre o Presidente da UMP, Luís Alberto Silva, a coordenadora do Conselho Estratégico Nacional para a Longevidade e Bem-Estar, Ana Gabriela Cabilhas, e a deputada Clara Marques Mendes.
A longevidade é uma conquista da humanidade e implica um conjunto de desafios que vão muito para além da sustentabilidade da segurança social. “O envelhecimento da população exige uma alteração de paradigma no que respeita às políticas públicas não só ao nível das respostas sociais aos idosos, como do envelhecimento ativo, da articulação entre os ministérios da Segurança Social e da Saúde e as suas estruturas”, afirmou Luís Alberto Silva, neste encontro realizado a pedido do PSD.
Retardar o mais possível a necessidade de institucionalização dos idosos (em lares, por exemplo), significa “promover respostas cada vez mais personalizadas”, reformulando o conceito de Serviço de Apoio ao Domicílio, facilitando o acesso a cuidados de saúde de forma mais digna e, numa ótica de prevenção. Para a UMP, qualquer estratégia para responder ao envelhecimento da população, deverá trabalhar matérias como a saúde e o bem-estar físico e mental, a participação dos idosos na sociedade, a segurança e o conforto habitacional, as acessibilidade e mobilidade, a utilidade das tecnologias da informação e comunicação e condições económicas dignas na velhice.
Em paralelo, “haverá necessidade de continuar a investir em estruturas residenciais para pessoas idosas e na ampliação da rede de cuidados continuados de saúde.