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  • Mutualista da Covilhã distinguida com o Prémio António Sérgio

    Mutualista da Covilhã distinguida com o Prémio António Sérgio

    A Mutualista da Covilhã foi distinguida, na última semana, com o Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio 2025, atribuído pela CASES (Cooperativa António Sérgio para Economia Social, na categoria “Inovação e Sustentabilidade”, pelo projeto “Ment’Aldeias – Apoio Psicossocial Pós-Incêndios”.

    A entrega dos Prémios António Sérgio decorreu no Palácio de Cristal, no Porto, onde Nelson Silva, presidente da associação covilhanense, recebeu a distinção que premeia o projeto “Ment’Aldeias”, executado durante um ano em seis aldeias daquele concelho (Verdelhos, Sarzedo, Atalaia, Orjais, Aldeia do Souto e Vale Formoso) fortemente afetadas pelos incêndios de agosto de 2022 na Serra da Estrela. A iniciativa contou com uma equipa multidisciplinar , promovendo atividades de exercício físico, animação sociocultural, consultas de psicologia e sessões de apoio psicossocial, entre outras ações de proximidade, com impacto direto nas comunidades atingidas.

    Este prémio constitui um reconhecimento público do compromisso da associação com a inovação social, a sustentabilidade e a construção de respostas alinhadas com os valores do mutualismo e da economia social.

  • (Des)Construir, (Re)Pensar, (Re)Educar avança em Trás-os-Montes

    (Des)Construir, (Re)Pensar, (Re)Educar avança em Trás-os-Montes

    O projeto (Des)Construir, (Re)Pensar, (Re)Educar) está a intervir em escolas de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé para promover saúde mental, competências socioemocionais e a arte como ferramenta de expressão.

    Com intervenção já iniciada em 10 turmas e cerca de 220 alunos envolvidos, num total de 14 turmas sinalizadas, o objetivo passa por chegar a mais de 250 crianças e jovens.

    Cofinanciado pela União Europeia no âmbito do NORTE 2030 – Programa Regional do Norte e do Portugal 2030 (FSE+), o projeto conta com o apoio do Portugal Inovação Social e da Fundação Calouste Gulbenkian, enquanto investidor social.

    A intervenção tem-se centrado no desenvolvimento de competências como autorregulação, empatia, resiliência e inteligência emocional, com ações também dirigidas a docentes e não docentes. Nos próximos meses, está previsto o arranque dos Laboratórios Colaborativos e o alargamento de parcerias com escolas.

  • CIDACL celebra o Mês dos Afetos

    CIDACL celebra o Mês dos Afetos

    Ao longo da passada semana, o Centro Infantil Dr. António da Costa Leal (CIDACL) assinalou o Mês dos Afetos; um momento especial dedicado à promoção de vínculos, emoções e relações positivas desde a primeira infância.

    Em contexto de sala, as crianças foram convidadas a explorar o afeto através de gestos simples e significativos: abraços, sorrisos, partilhas, canções, histórias e atividades sensoriais que reforçam a segurança emocional e o sentimento de pertença.

    Através destas experiências, o CIDACL procura valorizar o carinho, a empatia, o cuidado com o outro e a importância das figuras de referência, fortalecendo as relações entre crianças e adultos.

  • Mutualista da Covilhã leva consultas médicas a Maçainhas

    Mutualista da Covilhã leva consultas médicas a Maçainhas

    Acaba de ser formalizado um protocolo de cooperação entre a Mutualista da Covilhã e a Junta de Freguesia de Maçainhas, no concelho de Belmonte, que permitirá à população da freguesia beneficiar de consultas de Medicina Geral e Familiar na aldeia, totalmente financiadas pela autarquia.

    O acordo, celebrado no Balcão Mutualista, localizado no centro da cidade (Rua Comendador Campos Melo), prevê a realização regular de consultas médicas com um médico da associação exatamente no espaço onde anteriormente funcionava a Extensão de Saúde de Maçainhas (no edifício da sede da Junta), encerrada há mais de uma década. Para beneficiar, basta à população tornar-se associada da Mutualista da Covilhã, sendo que os encargos com a quotização serão também assegurados pela Junta.

    A Mutualista passa, assim, pela primeira vez, a operar fora do concelho da Covilhã. Este protocolo marca uma nova etapa para a nossa instituição, em que levamos a missão da Mutualista mais longe e, ao mesmo tempo, mais perto das pessoas”, afirma Nelson Silva, Presidente da associação. “Sabemos o que significa para uma comunidade voltar a ter médico na aldeia”, sublinha o dirigente, para despois destacar que “este protocolo representa um compromisso claro com a proximidade e com o acesso à saúde, sobretudo em territórios mais isolados e envelhecidos.”

    A Presidente da Junta de Maçainhas, Alexandra Pombo, fala num “marco histórico para Maçainhas”, freguesia com cerca de 300 habitantes. “Vamos reabrir o posto médico encerrado há mais de uma década e fazemo-lo num momento em que o paradigma da saúde se tem vindo a afastar das pessoas, quando deveria estar mais próxima, sobretudo numa comunidade maioritariamente idosa”, afirma. “Juntamente com a Mutualista, vamos devolver a Saúde à população, com proximidade, dignidade e respeito”, acrescenta a autarca.

    O primeiro dia de consultas de Medicina Geral e Familiar na aldeia será no dia 15 de fevereiro, a partir das 14h. Serão realizados também rastreios de enfermagem gratuitos. Para mais informações e marcações, os interessados deverão contactar a Junta de Freguesia através dos números 939 133 116 ou 964 066 558.

  • Nota de Pesar pelo falecimento de Delfina das Neves

    Nota de Pesar pelo falecimento de Delfina das Neves

    O Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas recebeu com tristeza a notícia do falecimento de Maria Delfina Costa das Neves, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação de Socorros Mútuos Nossa Senhora da Esperança de Sandim.

    Dirigente da Associação há vários anos, Maria Delfina Costa das Neves, destacou-se pela sua dedicação incansável à instituição e à causa mutualista e pelo seu exemplar sentido de serviço público e de compromisso com a comunidade.

    A sua partida representa uma perda significativa para a Associação, para o Movimento Mutualista e para todos aqueles que com ela tiveram o privilégio de trabalhar e conviver.

    O funeral realiza-se este sábado, pelas 14h00, da Capela Mortuária para a Igreja Paroquial de Sandim, onde será celebrada a cerimónia religiosa.

    À família, à Associação de Socorros Mútuos Nossa Senhora da Esperança de Sandim e à comunidade, a União das Mutualidades Portuguesas endereça as mais sentidas condolências, associando-se a este momento de dor e consternação.

  • UMP lança “sementes” para a expansão do mutualismo e apresenta retrato estatístico do setor

    UMP lança “sementes” para a expansão do mutualismo e apresenta retrato estatístico do setor

    O segundo painel da VIII Reunião Anual de Presidentes Mutualistas, realizada a 31 de janeiro, no Hotel Solverde, foi dedicado à reflexão estratégica sobre “as sementes para a expansão do mutualismo”, reunindo projetos de inovação social, programas de capacitação institucional e um retrato estatístico atualizado do movimento mutualista representado pela União das Mutualidades Portuguesas.

    Entre as iniciativas apresentadas, destacou-se o plano das Jornadas Mutualistas 2026, orientado para o reforço de competências estratégicas e operacionais de dirigentes e trabalhadores e para a conceção de projetos de inovação social com aplicabilidade real. A formação foi desenhada com forte componente prática, trabalho em grupos acompanhados por formadores nas áreas do mutualismo, comunicação e inovação social, e com duas edições para aproximar a participação de associações de diferentes regiões, em colaboração com o Instituto do Emprego e Formação Profissional.

    No mesmo painel, foi apresentado o projeto (Des)construir, (Re)pensar, (Re)educar, centrado na promoção da saúde mental em contexto escolar, com aposta no desenvolvimento de competências socioemocionais e na utilização da arte como ferramenta terapêutica. A intervenção-piloto decorre, entre outros, em Bragança, Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé, envolvendo alunos, docentes, não docentes e encarregados de educação, com ajustamentos permanentes para responder às necessidades identificadas nas escolas.

    Foram ainda apresentados dois projetos europeus concentrados na inclusão e bem-estar. O Beyond NEET 2.0 trabalha a inclusão social de jovens NEET (que não estão em educação, emprego ou formação), através de mentoria intergeracional com pessoas idosas, reforçando competências pessoais, digitais e sociorrelacionais e promovendo envelhecimento ativo e literacia digital. Já o Fast Food U Grow aborda desafios ligados à obesidade e à crise ambiental, articulando hábitos alimentares saudáveis com práticas de cultivo e cozinha, num roteiro de atividades que vai da capacitação à apresentação final.

    No capítulo da capacitação institucional, foi apresentada a candidatura “Mutualismo em Ação”, aprovada no âmbito do Pessoas 2030, com início previsto para maio de 2026 e execução até março de 2029. O projeto visa reforçar a notoriedade pública da UMP e aprofundar a modernização organizacional, através de um estudo diagnóstico externo e do reforço de áreas como comunicação, imagem, informática, eventos e inovação, incluindo ferramentas digitais e infraestruturas para otimizar processos e comunicação.

    A encerrar, a UMP apresentou um retrato estatístico do mutualismo português a partir de um questionário anual às associadas, complementado com informação de relatórios e contas. Entre os principais indicadores partilhados, destacou-se a dimensão do universo associativo, com quase 350 mil associados inscritos, o envelhecimento da base (média de idades em torno dos 60 anos), e um total de 575 mil subscrições de modalidades mutualistas, com crescimento nas modalidades de saúde. Na área da saúde, foram reportados 37 estabelecimentos e 8 farmácias sociais, com mais de 900 mil atos médicos e não médicos e cerca de 500 mil atendimentos em farmácias sociais. Nas respostas sociais, a UMP sinalizou equipamentos dedicados à infância e a pessoas idosas, além de apoio direto a milhares de pessoas em áreas como migrações, violência doméstica, pobreza e exclusão.

  • Cardeal Américo Aguiar: “Estamos a ficar afetados pelo vírus da globalização da indiferença”

    Cardeal Américo Aguiar: “Estamos a ficar afetados pelo vírus da globalização da indiferença”

    “Uma sociedade mede-se pela forma como trata os mais frágeis” – disse o Cardeal D. Américo Aguiar, Bispo de Setúbal, na sua intervenção sobre os “Desafios da sustentabilidade social e demográfica – As mutualidades como expressão de solidariedade”, enquanto orador convidado da VIII Reunião Anual de Presidentes Mutualistas, que decorreu no último sábado, 31 de janeiro, em Vila Nova de Gaia. 

    Numa intervenção marcante, pela forma frontal e desempoeirada como abordou os temas, Américo Aguiar começou por referir que é fundamental “ouvir as comunidades, partilhar e cuidar juntos”. 

    Considerando que não podemos ignorar o voluntariado, nomeadamente dos dirigentes das instituições que disponibilizam o seu tempo, o seu conhecimento e que sacrificam as suas famílias para estarem ao serviço dos outros. 

    “Temos que fazer algo contra o populismo que faz de todos os governantes malandros e de todos os dirigentes das instituições pessoas que estão nestas coisas para se orientarem. É no café que isto começou e agora é nas redes sociais. Não podemos permitir que quem sacrifica o seu tempo e a sua família e amigos ainda tenha que levar com essa difamação, que vai minando a confiança nas instituições”, vincou, constatando que, por este caminho, “qualquer dia, assumir responsabilidades no governo ou nas instituições ou é loucura ou martírio”. 

    Logo no arranque, sublinhou a longevidade e a presença real das mutualidades no território e deixou um agradecimento direto a quem mantém o setor de pé, muitas vezes sem aparecer: “Portugal não era o que é, se não tivesse o trabalho de milhares e milhares e milhares de voluntários diariamente.” E estendeu um louvor aos que andam pelo país a cuidar de quem sofreu os efeitos do mau tempo. 

    A solidariedade, disse, tem de ser entendida como estrutura de vida coletiva, não como palavra de circunstância. Ao citar a Constituição, sublinhou que “a solidariedade é também um princípio estruturante da nossa vida coletiva”.  E avisou para um risco de habituação ao sofrimento alheio, recuperando a expressão do Papa Francisco de que “Estamos a ficar afetados por um vírus que se chama globalização da indiferença”. 

    Quando falou do envelhecimento e da solidão, foi ainda mais duro. Lembrou casos-limite como de uma idosa que morreu sozinha na sua casa e só foi encontrada dois anos depois e não deixou margem para relativizar: “Isto não pode acontecer. É o nosso falhanço total como sociedade. (…) É eu não estar nem aí, para aquilo que é a vida do outro.” Nesse quadro, apontou mutualidades, misericórdias, IPSS e comunidades como travão ao abandono e fechou essa ideia com uma frase curta e pesada: “A solidariedade continua a ser a força mais resiliente da história humana.” 

    Américo Aguiar lembrou que “a realidade do território é muito pior do que aquilo que a gente vê na televisão”. E nesse quadro deixou um agradecimento explícito às mutualidades e à necessidade de articulação entre instituições, sem corridas descoordenadas, de forma a “não irem todas atacar com tudo e matar a ajuda” 

    Na parte dedicada às migrações, defendeu acolhimento com dignidade e regras claras, por respeito a quem chega e para cortar espaço à exploração: “Portugal é um país que acolhe com fraternidade, a todos, mas com os mínimos de regras.” 

    Quando abordou a importância da decisão para quem lidera, como ponto para o debate estratégico da Reunião dos Presidentes Mutualistas, o Bispo de Setúbal falou de sinodalidade como método de governação com escuta real e responsabilidade final: “A sinodalidade é gostar, querer, desejar ouvir o outro…, mas eu ouço para decidir”. 

    No fim, deixou uma mensagem para os dirigentes: responder ao envelhecimento, à solidão e à pressão sobre a proteção social com proximidade no terreno, contas equilibradas e decisões tomadas depois de ouvir quem está a viver os problemas.

  • Mutualidades debatem sustentabilidade social e demográfica

    Mutualidades debatem sustentabilidade social e demográfica

    A VIII Reunião Anual de Presidentes Mutualistas decorreu no último sábado de manhã, no Hotel Solverde, em Vila Nova de Gaia, reunindo dirigentes mutualistas de todo o país sob o tema “Desafios da Sustentabilidade Social e Demográfica”. A sessão de abertura ficou marcada pelas intervenções do Presidente da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), Luís Alberto Silva, da Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, e pela presença do orador convidado, o Cardeal D. Américo Aguiar, Bispo de Setúbal. 

    Na sua intervenção, Luís Alberto Silva sublinhou o papel histórico e atual do mutualismo como expressão de solidariedade organizada e como parceiro estratégico do Estado na resposta aos desafios sociais, demográficos e de acesso à saúde. Num momento particularmente exigente para o setor social, destacou o esforço do Governo no sentido de aproximar as comparticipações públicas dos custos reais das respostas sociais, salientando que a sustentabilidade das instituições é uma condição essencial para garantir qualidade, inovação e continuidade do serviço às pessoas. 

    O Presidente da UMP reiterou ainda a expectativa das mutualidades quanto à revisão do Código das Associações Mutualistas e ao reforço da cooperação na área da saúde, defendendo soluções que permitam às mutualidades complementar o Serviço Nacional de Saúde, como a celebração de protocolos para a prestação de cuidados de saúde, convenções de novas especialidades, acordos para a prescrição e realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica, e alterações legislativas para a abertura de novas farmácias sociais. 

    Por sua vez, a Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão reconheceu publicamente o papel das mutualidades enquanto entidades que prestam um verdadeiro serviço público, sublinhando que o Governo tem vindo a ir além das palavras, assumindo um caminho de diálogo permanente com o setor social. Clara Marques Mendes destacou a identificação do custo efetivo de cada uma das respostas sociais e a definição de uma fórmula de atualização anual das comparticipações do Estado que reflete a evolução do salário mínimo e da inflação, bem como os avanços em áreas como os cuidadores informais, as camas sociais e a preparação de uma estratégia nacional para a longevidade. 

    Durante a sessão foram ainda apresentados um retrato estatístico atualizado da atividade das associações mutualistas filiadas na UMP, o plano de formação das Jornadas Mutualistas Nacionais, o projeto de capacitação institucional “Mutualismo em Ação” e vários projetos sociais nacionais e internacionais em desenvolvimento pela UMP, com destaque para iniciativas na área da saúde mental e da inclusão, como o (Des)construir, (Re)pensar, (Re)educar, o Beyond NEET 2.0 e o Fast Food U Grow.