A União das Mutualidades Portuguesas (UMP) marcou presença entre os dias 19 e 21 de maio, no fórum Portugal Economia Social, na FIL (Feira Internacional de Lisboa). O evento serviu de montra para o setor, dando a conhecer os mais recentes desenvolvimentos nesta área.
A UMP esteve presente no espaço da CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social e no espaço designado Mutualidades Portuguesas, tendo dinamizado um conjunto de atividades, quer com os parceiros da CASES, quer com as suas Associadas, no sentido de dar a conhecer o Movimento Mutualista e as sua importância.
“A participação da UMP neste tipo de eventos é essencial, não só para divulgar o movimento mutualista e as nossas Associações, mas também para alicerçar os laços de cooperação entre as várias entidades. É em momentos como este que a força e a importância da Economia Social se revelam”, sublinhou o presidente do Conselho de Administração da UMP, Luís Alberto Silva, que participou na sessão de abertura do evento.
As opiniões foram, aliás, convergentes, ao reconhecer as entidades da Economia Social como veículos das ações que promovem o apoio às pessoas mais carenciadas e em maior risco de exclusão social, para além da importante prevenção de riscos. O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva, adiantou que a economia social não pode funcionar como um substituto do Estado, mas como parceiro. “Neste sentido, é intenção do Governo que as respostas sociais que atualmente são asseguradas pelo setor social se mantenham dessa forma, nomeadamente as instalações e os serviços de apoio às crianças, às pessoas com deficiência ou aos idosos, ou ao nível da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados», concluiu.
Já o presidente da CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, Eduardo Graça, considerou ser necessário abrir um espaço para que as entidades da Economia Social deem “o seu contributo na construção de uma sociedade melhor, através do seu legado interno”, deixando o mote para a realização de um Congresso Nacional da Economia Social já em 2017, que una as entidades em torno dos desafios mais prementes para o setor. Das conclusões do Congresso, antecipou o responsável, sairia uma Carta com os compromissos para o futuro da Economia Social e Solidária.
Unir esforços para o futuro
Ao longo dos três dias, a União das Mutualidades Portuguesas e as Associações Mutualistas procuraram defender os valores do mutualismo, destacando alguns dos seus importantes pilares, assentes na solidariedade, proteção, igualdade social e cidadania e levar ao conhecimento público o importante papel que o movimento desempenha na sociedade, sobretudo nas áreas da proteção social e saúde.
“O Movimento Mutualista tem registado forte incremento nos últimos anos, agregando mais de um milhão de associados e dois milhões de beneficiários. As Associações Mutualistas têm sabido aumentar a sua capacidade de resposta, alargando as suas tradicionais áreas de intervenção, criando outras valências identificadas como necessárias e socialmente úteis. Mas tal não teria sido possível sem a colaboração entre as Associações Mutualistas, a UMP e os poderes públicos, na procura de soluções para os problemas e desafios que se colocam às Entidades da Economia Social e Solidária”, defendeu Luís Alberto Silva.
Esta foi também uma oportunidade para participar nos diferentes espaços de debate, numa troca contínua de conhecimentos e experiências. A UMP esteve representada pelo 1.º secretário da Mesa da Assembleia Geral, Carlos Saúl Oliveira, numa mesa redonda sobre “Economia Social – Governança, Gestão e Enquadramento Legal”, que se realizou no primeiro dia deste encontro. Para Carlos Saúl, a capacitação dos dirigentes das entidades da economia social é fundamental para o sucesso das iniciativas e para conseguir que as organizações cumpram os seus desígnios. “Nas Associações Mutualistas esta capacitação é a resposta para uma gestão mais assertiva e para que, dando cumprimento às questões legais, se possam aumentar a capacidade de intervenção, quer a nível local, quer nacional”, referiu.
A UMP participou também nas atividades dinamizadas no espaço CASES, procurando fortalecer os laços de cooperação entre as diferentes entidades da economia social.