A União das Mutualidades Portuguesas (UMP), representada pela vice-presidente Norte do Conselho de Administração, Jani Salomé Silva, e pela vice-presidente da Associação Internacional das Mutualidades (AIM), Ana Maria Silva, participou, nos dias 19 e 20 de abril, no 6º Fórum sobre a Incontinência, em Berlim.
A 6ª Conferência GFI (Global Forum Incontinence) juntou responsáveis políticos na área da saúde e assistência social, especialistas e representantes de grupos de pacientes, cuidadores e organizações da sociedade civil, que aproveitaram para conhecer novas práticas que contribuam para o melhor cuidado das pessoas que vivem com a incontinência.
Este fórum apresentou um conjunto de disposições que permitam melhorar a qualidade dos serviços daqueles que trabalham com esta realidade, nomeadamente, as Associações Mutualistas.
A conferência teve, também, como objetivo discutir boas práticas que permitam minimizar as complicações e os custos que a incontinência pode implicar e fomentar o consenso sobre o caminho a e as práticas que devem ser implementadas em diferentes ambientes, sejam no âmbito dos prestadores de cuidados de saúde como de assistência social.
Durante os dois dias de painéis e sessões de trabalho, foi possível o debate e a troca de ideias produtiva, dando a todos os participantes a oportunidade de contribuir para encontrar soluções comuns.
“A participação neste fórum deu-nos a oportunidade de refletirmos sobre o problema da incontinência e sobre a responsabilidade que temos nesta matéria. A incontinência é um assunto sério, cuja gestão da doença é fundamental para permitir uma vida com maior dignidade e autonomia”, defendeu Jani Salomé.
“O problema da Incontinência pode acarretar complicações de vários níveis, desde logo no que à saúde diz respeito, mas também no que concerne à vida pessoal, na medida em que afeta as esferas social, profissional e interpessoal. É, claramente, um fator de exclusão social e é, também, um problema de saúde pública, pelo que o tema merece ser debatido pública e politicamente”, acrescentou Ana Silva.
O convite para participar no GFI foi feito através da Associação Portuguesa de Psicogerontologia, que sugeriu, por sua vez, um conjunto de Associações, Instituições e personalidades, à entidade organizadora, a SCA (Svenska Cellulosa Aktiebolaget).
Na Delegação Portuguesa estiveram também o Padre Lino Mais e José Leirião da CNIS; Maria João Quintela, Presidente da Associação Portuguesa de Psicogerontologia; Teresa Tavares Trigueiros e Cláudia Rosa dos SSCGD – Serviços Sociais da Caixa Geral de Depósitos; Rita Valadas, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa; António Bento Barcelos, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo; Rui Emanuel Freitas, Presidente do Conselho Diretivo do ISS da Madeira; e ainda o médico Salazar Coimbra e o cardiologista Manuel Carrageta. João Paulo Iglesias, Carlos Neiva e Arturo Engaña foram os elementos da SCA que acompanharam esta equipa durante estes dois dias de trabalhos.