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  • Revisão do CCT das mutualidades assinada para 2026

    Revisão do CCT das mutualidades assinada para 2026

    A União das Mutualidades Portuguesas (UMP), a Federação Nacional da Educação (FNE) e uma frente sindical da União Geral de Trabalhadores (UGT) assinaram, em cerimónia pública realizada, esta sexta-feira, 27 de março, no auditório d’A Mutualidade de Santa Maria, em Esmoriz, o acordo de revisão do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) das mutualidades para 2026. A sessão decorreu após a Assembleia Geral da UMP e reuniu dirigentes mutualistas e representantes sindicais, assinalando mais um momento relevante de concertação social no universo da economia social.

    Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração da UMP, Luís Alberto Silva, destacou que este acordo traduz a capacidade do setor para construir consensos mesmo em contextos exigentes, sublinhando o papel determinante do diálogo construtivo ao longo de todo o processo negocial. Referiu que, apesar das naturais diferenças de posição, foi possível alcançar uma solução equilibrada, assente em cedências mútuas, que concilia a valorização dos trabalhadores com a sustentabilidade das instituições. Num contexto económico e social desafiante, salientou ainda a importância da cultura de responsabilidade e compromisso que tem marcado as relações laborais no setor mutualista, permitindo garantir estabilidade e paz social.

    O dirigente enalteceu também o trabalho desenvolvido pelos representantes da UMP no processo negocial e destacou o contributo de José Ricardo Coelho, reconhecendo publicamente o seu papel decisivo desde a celebração do primeiro CCT, em 2000, até às sucessivas revisões. Reafirmou que as mutualidades, enquanto organizações de pessoas para pessoas, continuam a enfrentar desafios estruturais, designadamente ao nível do financiamento, mas sublinhou que o caminho passa pela cooperação, pela qualificação e pelo reconhecimento contínuo dos trabalhadores.

    Por parte da FNE, o Vice-Presidente António Jorge Pinto, que coordenou a frente sindical nas negociações, destacou a valorização significativa das remunerações, abrangendo não apenas educadores, mas também trabalhadores das áreas administrativas e de apoio social. Ainda assim, advertiu que subsiste um percurso a fazer, quer ao nível salarial, quer na melhoria das condições de trabalho no setor.

    Já o Vice-Presidente da UGT, João Dias da Silva, que esteve na base do primeiro CCT em 2000, quando dirigia a FNE, sublinhou o alcance deste acordo num contexto em que os próprios fundamentos da contratação coletiva têm sido questionados. Considerou que a revisão agora assinada representa um passo importante na valorização dos trabalhadores e das instituições mutualistas, contribuindo diretamente para a qualidade das respostas sociais prestadas à comunidade.

    Subscreveram este acordo: a UMP; a FNE; SPZN – Sindicato dos Professores da Zona Norte; SPZC – Sindicato dos Professores da Zona Centro; SDPGL – Sindicato Democrático dos Professores da Grande Lisboa e Vale do Tejo; SDPSul – Sindicato Democrático dos Professores do Sul; SDPA – Sindicato Democrático dos Professores dos Açores; SDPM – Sindicato Democrático dos Professores da Madeira; STAE-ZN – Sindicato dos Trabalhadores de Apoio Educativo/Pessoal não Docente da Zona Norte; STAAE-ZC – Sindicato dos Técnicos Superiores, Assistentes e Auxiliares de Educação da Zona Centro; STAE Sul e RA – Sindicato dos Trabalhadores de Apoio Educativo e Social do Sul e Regiões Autónomas; SINDITE – Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica; SITRA – Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes; SINAPE – Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação; SITESE – Sindicato dos Trabalhadores do Setor de Serviços; SINDEP – Sindicato Nacional e Democrático dos Professores; SINTAP – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos.

  • Assembleia Geral da UMP aprova Contas de 2025 sem votos contra

    Assembleia Geral da UMP aprova Contas de 2025 sem votos contra

    O Relatório e Contas da União das Mutualidades Portuguesas referente ao ano de 2025 e uma proposta de alterações aos Estatutos, foram aprovados, por maioria, pelas associadas reunidas em Assembleia Geral, esta sexta-feira, 27 de março, no auditório d’A Mutualidade de Santa Maria, em Esmoriz, com uma agenda que incluía ainda um período destinado à discussão de outros assuntos de interesse.

    Na Assembleia, o Presidente da UMP, Luís Alberto Silva, destacou que o exercício de 2025 encerrou com um resultado líquido positivo, refletindo também um ano de afirmação institucional, marcado pela consolidação da relevância pública do mutualismo e pelo reforço da influência da União.

    No mesmo âmbito, foram ainda apreciadas e aprovadas alterações aos estatutos da União das Mutualidades Portuguesas, com o objetivo de reforçar a adequação da sua estrutura orgânica aos desafios atuais do setor.

    No período destinado à discussão de outros assuntos de interesse, Luís Alberto Silva apresentou, em linhas gerais, o programa comemorativo dos 850 anos de mutualismo em Portugal, que vai desenrolar-se entre maio de 2026 e maio de 2027, e acordo de revisão do Contrato Coletivo de Trabalho e as diversas iniciativas em curso, nomeadamente as Jornadas Mutualistas Nacionais, Prémios Inovar Para Melhorar e Trabalhador do Ano.

  • Jornadas Mutualistas 2026 com inscrições abertas até 2 de abril

    Jornadas Mutualistas 2026 com inscrições abertas até 2 de abril

    A União das Mutualidades Portuguesas (UMP) relembra que continuam abertas, até 2 de abril, as inscrições para as Jornadas Mutualistas 2026, uma iniciativa de formação certificada dirigida a dirigentes, técnicos e colaboradores das associações mutualistas filiadas.

    Promovida no âmbito do projeto de Capacitação Institucional e com apoio financeiro da União Europeia, esta iniciativa pretende reforçar competências estratégicas e operacionais nas áreas do Mutualismo, Comunicação Institucional e Inovação Social, contribuindo para o desenvolvimento e modernização das associações mutualistas.

    O programa formativo terá uma duração total de 48 horas, distribuídas por seis dias de formação, organizados em três momentos ao longo do ano: abril, junho e setembro de 2026. Ao efetuar a inscrição, cada participante fica automaticamente inscrito no conjunto das três sessões formativas.

    Para facilitar a participação das associações mutualistas de todo o país, as Jornadas Mutualistas serão realizadas em duas edições: uma no Serviço de Formação Profissional de Rio Meão, em Santa Maria da Feira, destinada sobretudo às associações da região Norte, e outra no IEFP de Xabregas, em Lisboa.

    Ao longo da formação serão abordados temas fundamentais para o desenvolvimento do setor mutualista, incluindo o enquadramento histórico e jurídico do mutualismo em Portugal, estratégias de comunicação institucional e digital, utilização de ferramentas de Inteligência Artificial na comunicação e desenvolvimento de projetos de inovação social aplicados às mutualidades.

    Uma componente central do programa será o trabalho prático em grupo, durante o qual os participantes irão conceber propostas de projetos de inovação social aplicáveis às suas associações, integrando conhecimentos adquiridos nas diferentes áreas da formação.

    A participação é gratuita e inclui almoço na cantina do IEFP. Para participantes provenientes das associações mutualistas de Bragança, Covilhã, Alentejo e Algarve, a inscrição inclui também alojamento, pequeno-almoço e jantar.

    Mais informações, sobre objetivos, conteúdos programáticos, formadores e condições logísticas nesta brochura e formulário de inscrição disponível AQUI.

  • Presidente da Assembleia da República recebe UMP em audiência

    Presidente da Assembleia da República recebe UMP em audiência

    O Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, recebeu a União das Mutualidades Portuguesas (UMP), numa audiência institucional centrada na valorização do papel do mutualismo na sociedade portuguesa. Estas iniciativas visam não só celebrar o legado histórico do movimento, como também sensibilizar os poderes públicos para ua necessidade de um maior reconhecimento institucional do mutualismo.

    Atualmente o universo mutualista presta serviços e apoio a mais de 2,5 milhões de portugueses, assumindo um papel relevante na promoção da coesão social e no reforço das respostas de proteção social em diversas áreas.

    Embora o mutualismo tenha ganho expressão a partir do século XIX, num contexto marcado pela industrialização e pela inexistência de um sistema público de proteção social, as suas raízes são muito mais antigas. Já na Idade Média, comunidades organizavam-se para enfrentar coletivamente situações de doença, incapacidade, perda de meios de subsistência ou morte, dando origem a confrarias e irmandades baseadas na solidariedade recíproca.

    A historiografia aponta par a existência destas formas de entreajuda organizada desde o século XII, destacando-se a Confraria de Fungalvaz, no concelho de Torres Novas, cujo Compromisso remonta a 1176, constituindo um dos mais antigos testemunhos documentais de solidariedade organizada em Portugal.

    A UMP reafirmou, assim, junto do Presidente da Assembleia da República, a importância estratégica do mutualismo enquanto parceiro do Estado na construção de uma sociedade mais solidária e inclusiva, através de sistemas complementares de previdência, saúde, e de uma rede de respostas sociais à infância, idosos e aos cidadãos mais vulneráveis, habitação, formação e qualificação.

  • Construir, sentir e refletir: o Livro de Bordo ganha vida

    Construir, sentir e refletir: o Livro de Bordo ganha vida

    Nos Laboratórios Colaborativos do projeto (Des)Construir, (Re)Pensar, (Re)Educar, está a ser desenvolvido um Livro de Bordo que acompanha o percurso emocional e reflexivo dos alunos.

    Através da arte como ferramenta terapêutica, cada participante é convidado a expressar pensamentos, emoções e vivências, promovendo o autoconhecimento e a consciência emocional.

    Mais do que um registo, este livro representa um espaço seguro de expressão, onde sentir, refletir e recomeçar fazem parte do processo.

    Cada página construída é um passo no desenvolvimento pessoal e na promoção da saúde mental em contexto escolar.

    (Des)Construir, (Re)Pensar, (Re)Educar é um projeto piloto de promoção da saúde mental, que recorre a estratégias artísticas, visando o desenvolvimento de competências socio-emocionais em crianças e jovens em situação de risco, nos municípios de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé. O projeto é cofinanciado pela União Europeia, através do Portugal 2030, Parcerias para o Impacto (Portugal Inovação Social) e por um investidor social – a Fundação Calouste Gulbenkian.

  • Dia do Pai gera momentos únicos no CIDACL

    Dia do Pai gera momentos únicos no CIDACL

    No âmbito da comemoração do Dia do Pai, o CIDACL promoveu um momento muito especial de partilha e alegria.

    Recebemos os pais das nossas crianças para participarem numa atividade lúdica, onde não faltaram sorrisos, cumplicidade e muita diversão. Foi um momento único de interação, fortalecendo laços e criando memórias que certamente ficarão guardadas no coração de todos.

    Para terminar esta tarde tão especial, realizámos um lanche convívio, proporcionando um ambiente descontraído e acolhedor entre pais, crianças e equipa.

  • UMP inicia ronda de reuniões com grupos parlamentares

    UMP inicia ronda de reuniões com grupos parlamentares

    O Presidente da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Alberto Silva, iniciou um ciclo de reuniões institucionais com os grupos parlamentares com assento na Assembleia da República, tendo já reunido com representantes do Partido Social Democrata, Chega, Partido Socialista, Iniciativa Liberal e do CDS.

    Estes encontros marcam o arranque de uma ronda de contactos que abrangerá as diferentes forças políticas representadas no Parlamento, com o objetivo de apresentar um amplo programa de iniciativas que a UMP pretende desenvolver para evocar os 850 anos de mutualismo em Portugal e celebrar as origens da solidariedade organizada.

    Paralelamente, a UMP procura sensibilizar os decisores políticos para a necessidade de um maior reconhecimento institucional de um movimento social com um papel incontornável no cuidado e proteção dos portugueses e com profundas raízes históricas. Embora as associações de socorros mútuos se tenham afirmado a partir do século XIX, acompanhando as transformações económicas e sociais associadas à industrialização, a solidariedade recíproca organizada remonta a 1176, evidenciando uma tradição secular.

  • Presidente da UMP visita IEFP em Lisboa para Jornadas Mutualistas

    Presidente da UMP visita IEFP em Lisboa para Jornadas Mutualistas

    O Presidente da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Alberto Silva, visitou as instalações do edifício dos serviços centrais do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), em Xabregas, Lisboa, que irão decorrer acolher a edição Sul das Jornadas Mutualistas Nacionais “Mutualismo, Comunicação e Inovação Social”, agendadas para abril, junho e setembro de 2026.

    Durante a visita, em que foi acompanhado por José Capote, da Direção de Serviços de Instalações dos Serviços Centrais do IEFP, foram avaliadas as condições logísticas e técnicas que serão disponibilizadas a formandos e formadores, garantindo a qualidade da iniciativa.

    Com o apoio da União Europeia, as Jornadas Mutualistas Nacionais 2026 constituem uma formação certificada de 48 horas, certificada pela DGERT, dirigida a dirigentes e colaboradores das associações mutualistas.

    A formação decorre em duas edições: Norte, no Serviço de Formação Profissional de Rio Meão, Santa Maria da Feira, e Sul, no IEFP de Xabregas, Lisboa. O programa aborda áreas-chave como o enquadramento histórico e jurídico do mutualismo, a comunicação institucional e digital, incluindo ferramentas de inteligência artificial, e a conceção de projetos de inovação social.

    A participação é gratuita, mas de inscrição obrigatória até 2 de abril.

  • UMP promove webinar sobre revisão do CCT das Mutualidades

    UMP promove webinar sobre revisão do CCT das Mutualidades

    A União das Mutualidades Portuguesas promove, no próximo dia 30 de março, pelas 10h00, um Webinar Jurídico dedicado à “Revisão (2026) ao Contrato Coletivo de Trabalho das Mutualidades”, que decorrerá através da plataforma Zoom.

    A sessão será conduzida pelo Gabinete Jurídico da UMP e tem como objetivo esclarecer as associações mutualistas sobre as alterações introduzidas na mais recente revisão do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) aplicável ao setor, resultado do acordo estabelecido com as estruturas sindicais representativas dos trabalhadores.

    A iniciativa pretende apoiar as associações mutualistas na correta implementação das alterações agora introduzidas, promovendo simultaneamente um momento de esclarecimento técnico e de partilha de dúvidas entre as instituições participantes.

    A participação é gratuita, mas de inscrição obrigatória através deste formulário.

    Este webinar integra o conjunto de ações de capacitação e apoio jurídico que a UMP tem vindo a promover junto das suas associadas, no âmbito do projeto de capacitação institucional Mutualismo em Movimento, com o apoio do programa Pessoas2030 – Portugal 2030, cofinanciado pela União Europeia.

    Reitera-se o convite à presença na Cerimónia Pública de Assinatura do Contrato Coletivo de Trabalho das Mutualidades, agendada para 27 de março, às 11h00, no auditório d’A Mutualidade de Santa Maria, Esmoriz.