Estimados congressistas,
Ficou bem evidente, no final destes dois dias de discussão, que o trabalho que as mutualidades e os mutualistas têm desenvolvido tem sido determinante para a salvaguarda da proteção social dos cidadãos.
Só com grande esforço, empenho e dedicação tem sido possível caminhar rumo a uma sociedade mais justa, mais coesa e mais igualitária.
Conseguimos, por mérito próprio, ser parceiros de confiança do Estado.
Todavia, a atual crise económica também veio contribuir para estreitar a relação entre os setores social e público.
Das muitas aprendizagens feitas, ficou claro que o trabalho desenvolvido pelas associações juvenis pode e deve ser desenvolvido em parceria com as mutualidades, porque ambos partilham o encontro de soluções sociais para a sociedade civil, no seu todo, e, em particular, na procura da inclusão social dos jovens.
Ficou aqui reconhecido, neste congresso, que o Estado e todas as organizações partidárias precisam e querem o apoio das instituições da economia social, ou seja, das mutualidades, para conseguir salvaguardar a proteção social das populações.
O mutualismo continua a demonstrar capacidade e competência para apresentar novas respostas e novas soluções.
Estamos, por isso, dispostos a requalificar os nossos equipamentos e a modernizar os nossos serviços, de forma a adequá-los às atuais e reais necessidades das populações.
Estamos, também, empenhados em promover a empregabilidade e, para isso, contamos com os apoios e incentivos disponíveis, nomeadamente, com as ferramentas que o novo Quadro Comunitário de Apoio – Portugal 2020 coloca, hoje, ao dispor das mutualidades.
As Associações Mutualistas foram aqui também reconhecidas como bons parceiros no desenvolvimento económico além-fronteiras, nomeadamente, nos países da CPLP, onde a sua intervenção, inclusive na ajuda à criação de mutualidades, poderá ser concretizada através da cooperação com ONGs, de modo a criar uma ponte ao reconhecimento de sinergias mútuas.
Na verdade, a internacionalização é um dos grandes desafios do mutualismo!
Almejamos ver o Movimento Mutualista a liderar a Economia Social no mundo.
Aliás, foi aqui, também, referido que as entidades competentes deveriam passar a integrar instituições da economia social nas comitivas oficias ao estrangeiro, como forma de divulgar o mutualismo e fazer o reconhecimento de terreno, para futuras intervenções sociais além-fronteiras.
Neste sentido, fica o compromisso de que a União está disponível e tudo fará para que haja este diálogo e o sucesso pretendidos.
Também o Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social deixou aqui um desafio para que as instituições se organizem e trabalhem de modo a que economia social, no seu todo, tenha um peso maior no PIB, estabelecendo a meta de cerca de 10%, porque, para além de produzirem riqueza, geram emprego, geram proteção social e dão respostas sociais muito importantes, sem descurar a inovação.
Aliás, a consagração da lei de cooperação é uma realidade, e as mutualidades tiveram um papel muito importante na sua elaboração e aprovação.
E, nesse sentido, há que alargar as áreas de cooperação com o Estado aos vários ministérios.
Nesse âmbito, falou-se igualmente no termo parceria público-mutualista, que acreditamos ser um bom princípio.
Na área da saúde, a importância das Mutualidades foi reconhecida nas respostas essenciais às populações. O Secretário de Estado da Saúde avançou com a notícia de que vai haver mudanças: o Estado vai deixar de ser “prestador” e passar a ser “contratador”.
Os mutualistas vão ser chamados a este desafio. E nós vamos estar cá para isso!
Com uma maior cooperação entre o Ministério da Saúde e as Mutualidades poder-se-ão dar respostas mais eficazes, nomeadamente, nos cuidados continuados, domiciliários, meios complementares de diagnóstico e assistência medicamentosa.
Já provámos que as mutualidades, com pouco, conseguem fazer mais e melhor!
Tem sido um percurso difícil, moroso, mas, a pouco e pouco, vamos conseguindo construir um futuro melhor.
Efetivamente, o mutualismo é transversal e é aplicado em todas as idades e em todas as gerações.
Os mutualistas têm um sentido mútuo, um sentido de solidariedade e do bem comum, capaz de proteger, corrigir, reparar e fomentar a Coesão Social.
Por fim, ficou aqui patente que, para o cumprimento deste desidério, existem oportunidades e ferramentas ao dispor das mutualidades para a sua modernização, expansão e afirmação. Mais do que em sociedade, devemos viver em comunidade e, por isso, é nossa obrigação transmitir às gerações mais novas a mensagem de solidariedade e a paixão pelo mutualismo.
“Compreender o mutualismo é viajar no tempo…”
Pois modernizar e expandir o mutualismo é ousar e avançar no tempo.
Esperamos que o que aqui foi dito sirva para a Afirmação do Mutualismo – a Modernização e a Expansão.
Contamos com todos!
Obrigada.