Autor: Sara Paulino

  • 131.º Aniversário A.S.M 1.º Dezembro

    A cerimónia de comemoração do 131.º aniversário da Associação de Socorros Mútuos 1.º de Dezembro, decorreu no passado dia 24 de novembro, na Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense.

    A Sessão Solene foi presidida por Jorge Cordeiro, Presidente da Direção, José Carvalho, membro do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas e representantes das Câmara Municipal de Almada.

    Na Sessão Solene os convidados assistiram à atuação do Grupo Coral da Associação e visualizaram um trabalho sobre a instituição, elaborado pelo associado Arlindo Louro.

    Neste momento e após vários anos de persistência, iniciaram as obras de restruturação com o apoio da Câmara Municipal de Almada, apostando assim na modernização das instalações e serviços correspondendo desta forma aos interesses dos associados.

     

     

  • Mutualidades: um estatuto para desbloquear o seu potencial crescimento

     

    Contributo para a Conferência “Desbloquear o potencial da Economia Social para o crescimento da União Europeia”

    17 e 18 de novembro – Roma

     

    Mutualidades: uma importante parte interessada da economia social

    Tal como foi referido na declaração final da 1ª Conferência sobre o Empreendedorismo Social (em Estrasburgo – janeiro de 2014), as empresas sociais têm diferentes formas e dimensões, com diferentes normas jurídicas em toda a Europa. No entanto, as mutualidades partilham das seguintes características comuns, mencionadas na Comunicação da Comissão sobre a Iniciativa de Empreendedorismo Social:

            Ter como objetivo e fim da sua atividade comercial a justiça social com um alto nível de inovação social;

            Os excedentes serem reinvestidos, principalmente para atingir este objetivo social;

            Uma organização com gestão democrática ou participativa ou com enfoque na justiça social

    As mutualidades, como empresas sociais, oferecem um modelo de negócio para o século XXI que equilibra as necessidades financeiras, sociais, culturais e ambientais.

    As mutualidades estão totalmente comprometidas com as metas da economia social,  podem responder aos novos problemas sociais e enfrentar vários desafios:

            Lutar contra a exclusão social;

            Financiamento de proteção social (pensões, cuidados de saúde) numa sociedade em envelhecimento e numa economia global;

            Acesso a tratamentos médicos complexos e dispendiosos, bem como de doenças crónicas que requerem enormes recursos humanos

    Portanto, de acordo com a nossa experiência, os empreendedores sociais devem ser partes interessadas a longo prazo. Na realidade, as mutualidades têm uma visão a longo prazo, estão focalizadas nas necessidades dos seus membros e não no retorno financeiro. Portanto, estão prontas para fornecer uma solução sustentável e economicamente viável, socialmente responsável aos desafios atuais. Por estas razões, a empresa social não pode estar limitada a uma reação provisória de curto prazo para os problemas sociais. O conceito de empresa social não deverá apenas abranger o objetivo social de uma empresa, mas outros elementos devem ser levados em consideração, como uma boa governação, com base nos seus princípios de funcionamento:

            Envolvimentos dos funcionários/beneficiários/clientes

            Capacidade de criar inovação social

            Propriedade coletiva dos excedentes

            Os excedentes são reinvestidos para satisfazer as necessidades dos seus membros

    Mutualidades, um impulsionador para o crescimento da EU

    Na Europa, as mutualidades empregam 350 000 pessoas e prestam uma vasta variedade de serviços a 230 milhões de cidadãos europeus. Com cuidados de saúde e serviços sociais, as mutualidades são igualmente ativas em todas as vertentes de seguro, vida e não vida e saúde. São companhias de seguros que prestam os seus serviços com base nos princípios mutualistas: proximidade com seus segurados, atuando exclusivamente no interesse dos seus membros segurados e gestão democrática. Das quase 6000 empresas de seguros na Europa, mais de metade são mutualidades ou cooperativas. O setor é responsável por 28% dos prémios na Europa.

    As especificidades das mutualidades permitem a prestação desses serviços a um preço mais justo para os seus membros, sem qualquer discriminação com base na idade, condição social ou estado de saúde.

    Desde o início da crise, os gastos públicos foram drasticamente reduzidos. As políticas sociais e de saúde foram especialmente afetadas. Na realidade, devido à progressiva renúncia das autoridades públicas, as mutualidades prestam serviços de saúde ou seguro de saúde, que serão, muito improvavelmente, prestadas por organizações com fins lucrativos, devido à sua não-lucratividade. As mutualidades prestam serviços sociais de interesse geral e, portanto, desempenham um papel fulcral na garantia da coesão social e territorial, para atingir os objetivos de crescimento no contexto da Estratégia Europa 2020. Ao realizar os serviços sociais de interesse geral, as mutualidades prestam serviços de interesse público que qualquer outro fornecedor (organização com fins lucrativos), não aceitaria de todo, ou em parte, devido à sua desvantagem económica.

    Acresce que as mutualidades têm mostrado uma resistência especial durante a crise graças à sua gestão e modelo económico. São geridas democraticamente por membros que decidem sobre a governação e as orientações gerais da sua organização. Ao contrário das sociedades com fins lucrativos, as mutualidades não pagam aos acionistas. Os excedentes são reinvestidos em respostas às necessidades dos seus membros.

    Neste contexto, o estatuto da mutualidade Europeia: uma forma de desbloquear o potencial das mutualidades

    O contributo das mutualidades para um mercado interno mais sustentável e mais orientado para o cidadão não é suficientemente reconhecido pelas autoridades europeias. Apesar de representarem 28, 4% do mercado de seguros e darem um enorme contributo para o mercado interno da UE, bem como para o desenvolvimento social e económico, as mutualidades não têm qualquer reconhecimento legal a nível europeu. Com a criação de um Estatuto da Mutualidade Europeia, poderiam oferecer cuidados de saúde acessíveis e seguros .

    Sem reconhecimento legal, as mutualidades têm mais dificuldade em enfrentar a regulamentação europeia como a Solvência II, na qual as mutualidades estão em desvantagem competitiva em comparação com as sociedades anónimas, especialmente em termos de requisitos de capital social (SCR), levando em consideração o princípio da diversificação.

    Além de que, em muitos casos, os regulamentos da UE (que se aplicam ao setor dos seguros) são, antes de mais, formulados para as sociedades de ações, por exemplo, a diretiva relativa às fusões transfronteiriças e, portanto, não levam suficientemente em conta as particularidades das mutualidades.

    As políticas atuais não são suficientes para ajudar as mutualidades a crescer de forma eficiente. A única medida que poderia permitir o desenvolvimento do seu modelo sustentável e inclusivo e possibilitar o seu contributo para o desenvolvimento da economia social europeia, seria a criação de um estatuto europeu para as mutualidades.

    As Mutualidades têm apelado por um estatuto, que iria remover os obstáculos à cooperação transfronteiriça entre mutualidades, e levar em consideração as suas características específicas, em particular o facto de operarem no interesse geral. Esta declaração foi confirmada por Luigi Berlinguer, nas suas recomendações formais à Comissão sobre o Estatuto da Mutualidade Europeia, aprovada em 15 de março de 2013.

    O relatório Berlinguer é um dos poucos documentos publicados pelas instituições europeias que contemplam a ideia do estatuto da mutualidade europeia:

            Em 2011, a Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais do Parlamento Europeu encomendou um estudo intitulado «o papel das mutualidades no século 21», que sublinhou o papel importante das mutualidades para um crescimento inclusivo e sustentável na União Europeia;

            Em 2012, a Comissão Europeia exigiu um estudo sobre a situação e as perspetivas das mutualidades na Europa, que explica os diferentes tipos de organizações mutualistas nos países da Europa e analisa as barreiras que as mutualidades enfrentam sempre que desejam estabelecer atividades além-fronteiras ou criar agrupamentos.

            Em 2013, o Parlamento Europeu publicou uma «avaliação do valor acrescentado europeu», em relação ao estatuto da mutualidade europeia, que destaca a mais-valia social e económica das mutualidades e reforça a importância do estatuto da mutualidade europeia.

    Recentemente, a Comissão Europeia parece ter levado em consideração os argumentos das mutualidades. Após a publicação de uma consulta pública, em 2013, as inúmeras respostas das partes interessadas demonstraram a necessidade do Estatuto. A Comissão Europeia tem estado a trabalhar num estudo de avaliação de impacto, que analisa a possibilidade e o valor acrescentado da criação de um estatuto da mutualidade europeia. As conclusões não foram ainda publicadas.

    Simultaneamente, em janeiro de 2014, durante a Conferência de Estrasburgo sobre Empreendedorismo Social, foi anunciada uma proposta legislativa para criar um estatuto europeu para as mutualidades, dando assim oportunidade a estas organizações para desenvolver o seu modelo inclusivo e os valores democráticos, a solidariedade e a orientação não lucrativa, em toda a UE.

    A 16 de outubro de 2014, o Comité Económico e Social Europeu publicou o relatório sobre o empreendedorismo social onde, mais uma vez, apela à Comissão Europeia uma proposta para um estatuto europeu para as mutualidades.

    Este relatório, aprovado por Ms. Ariane Rodert, lembra à nova Comissão o trabalho já realizado pela antiga Comissão e o trabalho que ainda deve ser realizado, antes da publicação de um EME.

    O estatuto da mutualidade europeia iria, sem qualquer dúvida, desbloquear o potencial da economia social. A nova Comissão Europeia tem de ouvir o apelo tanto dos atores europeus – Parlamento Europeu, Comité Económico e Social Europeu – como das mutualidades, e impulsionar o reconhecimento legal de um estatuto da mutualidade europeia, durante o seu mandato.

  • 33.ª Assembleia Geral Extraordinária da AIM realiza-se na Croácia

    Por ocasião da XXXIII Assembleia Geral da Associação Internacional das Mutualidades (AIM), decorreu a reunião do Presidium, no dia 12 de novembro, em Dubrovnik (Croácia), onde foi ultimada a agenda de trabalho a apresentar à Assembleia Geral e Conselho de Administração da AIM, bem como os assuntos debatidos nas reuniões que decorreram no período da manhã, nomeadamente as reuniões com os membros da Região América Latina e da Região África e Médio Oriente.

    No dia 13 de novembro, no decurso da XXXIII Assembleia Geral Extraordinária, da Associação Internacional das Mutualidades, os membros reuniram para aprovação da ata da reunião do Conselho de Administração de 26 de junho, que decorreu em Bruges, e assistiram à apresentação dos temas “Desafios do Sistema de Saúde da Croácia”, pelo representante do Ministro da Saúde da Croácia, que embora não estando presente por questões profissionais, teve a atenção de saudar e dar as boas-vindas a todos os membros da AIM presentes, via videoconferência, e “Mecanismos de pagamento (hospital), incluindo as DRGs na Alemanha – apoiar ou proibir”, pelo Departamento da Gestão dos Cuidados de Saúde, Universidade de tecnologia de Berlim, representado por Alexander Geissler. Christian Zhan apresentou a proposta do Programa de Ação da AIM para 2015-2017, tendo sido apresentadas as prioridades das regiões Europa, América Latina e África, pelos respetivos Vice-Presidentes.

    No âmbito da Comunicação, Ana Maria Silva, Vice-Presidente da AIM, apresentou o que será realizado nos próximos anos, destacando a importância da comunicação interna e externa da AIM, bem como a participação ativa dos membros em todo o processo comunicacional. Procurar-se-á desenvolver e operacionalizar um sistema de comunicação intuitivo que sirva as pretensões de todos os membros, dos diferentes continentes. Foram, igualmente, apresentados, debatidos e posteriormente aprovados por unanimidade a alteração dos estatutos e os assuntos financeiros da AIM, assim como a proposta de orçamento para os anos que se seguem, tendo ficado definido que a alocação financeira dos 50.000 euros será feita em função das ações/atividades desenvolvidas ao longo dos três anos.

  • 180.º Aniversário da Associação de Socorros Mútuos «Montepio Filarmónico»

    A Associação de Socorros Mútuos «Montepio Filarmónico» – a associação mutualista mais antiga do país, ainda em funções – celebrou 180 anos de existência, no passado dia 4 de novembro, tendo organizado uma sessão solene que teve lugar no Salão Nobre da Casa da Imprensa, em Lisboa.

    A cerimónia iniciou com um bonito momento musical, da autoria dos músicos associados no «Montepio Filarmónico», tendo prosseguido com as intervenções dos Órgãos Associativos desta instituição.

    O Presidente do Conselho de Administração da Casa da Imprensa, José Eduardo Goulart Machado, enalteceu o trabalho desenvolvido pelo “Montepio Filarmónico”: “é notável os 180 anos de vida associativa do Montepio Filarmónico. Esta sessão tem um brilho especial não só pela longevidade da associação, mas pela sua própria natureza de cariz artístico”.

    José Tristão Nogueira, Presidente da Assembleia Geral do “Montepio Filarmónico”, salientou a importância da “Irmandade de Santa Cecília” e do “Montepio Filarmónico” para o estudo do associativismo em Portugal.

    O Presidente da Direção do “Montepio Filarmónico”, Alberto Campos, homenageou os associados, os fundadores e todos os que se mantêm na associação. Realçou igualmente “a necessidade de revitalizar e dinamizar a instituição, de dar a conhecer aos jovens músicos os protocolos existentes com outras Associações Mutualistas e a importância histórica da própria associação, no panorama musical português”.  

    Luís Alberto Silva, Presidente do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas, apontou “a carga simbólica desta comemoração, por assinalar e honrar o passado e a tradição do movimento mutualista”, acrescentando, “no entanto é tempo de enfrentar o futuro e os novos desafios que este nos traz. A área da saúde, que tem sido desenvolvida por esta Associação, é uma área de atuação que tem enormes potencialidades, que pode, e deve, ser dinamizada pelas associações mutualistas. É com este pensamento – entre a importância do passado, a consolidação do presente e o lançar as pontes para o futuro – que a União das Mutualidades Portuguesas deseja que os 180 anos, que agora se comemoram, sejam apenas o marco de um futuro de consolidação para a Associação de Socorros Mútuos Montepio Filarmónico”.

    Luciano Franco, Tesoureiro da Direção do “Montepio Filarmónico”, afirmou, em entrevista, “esta comemoração significa uma constatação da história desta Associação e um ponto de partida para o futuro. É o momento para parar, para refletir e para perspetivar a revitalização do Montepio Filarmónico”.

    Outro dos pontos altos desta sessão solene foi a homenagem póstuma prestada a Joseph Scherpereel, pelo seu grandioso contributo para a elevação da História da Música em Portugal. Foi graças a Joseph Scherpereel e à sua dedicação (30 anos de trabalho), que foram resgatados documentos antigos dos arquivos da “Irmandade de Santa Cecília” e do “Montepio Filarmónico”, os quais se encontram acondicionados e consultáveis.

     

    Mais sobre o “Montepio Filarmónico”

    Surgiu em 1834, em Lisboa, e na sua génese está a Irmandade de Santa Cecília, daCorte de Lisboa que, desde 1603, geria o trabalho dos músicos, controlando a qualidade artística, promovendo o desenvolvimento da arte e gerindo uma parte dos ganhos dos seus membros, com vista ao socorro da doença, da invalidez, do funeral e do apoio às suas famílias.

    Ao longo dos séculos, o “Montepio Filarmónico” soube resistir às crises económico-sociais que assolaram o nosso país, renovou-se e, na revitalização desta instituição, mantém-se o sentido de proteção dos profissionais e amadores da música com respostas nas áreas da saúde e da segurança social e na conservação do seu património, através de diversos estudos na área da história da música.

  • Dia Nacional do Mutualismo 2014

    dnm2014A cerimónia comemorativa do Dia Nacional do Mutualismo realizou-se no dia 24 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, por iniciativa da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), que este ano promoveu uma conferência subordinada ao tema “A Importância do Mutualismo no Mundo”.

    A sessão de abertura contou com a presença de Gabriel Osório de Barros, em representação do Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, que trouxe uma mensagem de felicitações aos mutualistas, pelo trabalho desenvolvido, bem como a novidade do lançamento da “Rede Nacional de Intervenção Social”, um novo modelo de cooperação que vai ter um maior enfoque no emprego, como resposta à exclusão social nos territórios mais pobres.

    O programa deste ano iniciou-se com a apresentação de dois painéis: o primeiro, subordinado ao tema “A Economia Social no Horizonte 2020”, que contou, entre outros, com a participação do Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro Almeida, que destacou, relativamente às estratégias do Programa 2020, que “a grande prioridade do Governo vai ser a competitividade e a internacionalização da economia”. No entanto, há um segmento de pessoas que não entram neste “campeonato” e é aí que surge o «Programa de Inclusão Social e Emprego», um dos pontos com maior dotação, pois “vai multiplicar por três (2.130 milhões de euros) o valor que tínhamos no QREN (…) outra das grandes novidades deste programa serão os 220 milhões de euros destinados aos programas regionais”, conforme afirmou Castro de Almeida.

    O segundo painel, dedicado aos “Fins Fundamentais do Mutualismo”, teve o contributo do Secretário de Estado da Saúde, Manuel Ferreira Teixeira e do Presidente da Comissão da Segurança Social e do Trabalho, José Manuel Canavarro.
    Os referidos intervenientes destacaram a importância da economia social em Portugal. Manuel Teixeira relembrou os números da conta satélite “55 mil organizações que empregam 227 mil pessoas e que participam no PIB de forma muito significativa (…) a Lei de Bases da Economia Social veio dar um quadro legal muito inovador, capacitando estas organizações de forma a se puderem desenvolver, inovar, dando-lhes capacidade de sustentabilidade”. Também na Saúde, a “Lei das Farmácias veio ajudar e facilitar o serviço destas instituições (…) este é um setor estratégico e o Governo tem feito prova disso pelos acordos e convenções que tem realizado com estas instituições”.
    José Manuel Canavarro destacou que “todos os partidos dão importância a este setor (pelo emprego que cria, pelo volume de negócios que gera e pela relevância dos serviços que presta).” Adiantou, ainda que a atualização da Lei de Bases está prestes a ser concretizada, pelo que a estratégia do Governo será apostar no reforço da capacitação das Entidades da Economia Social, no sentido de promover a sua autossustentabilidade.

    A segunda parte das comemorações foi marcada pelo momento musical, da autoria da Associação de Socorros Mútuos Montepio Filarmónico, a associação mutualista mais antiga do país, que está prestes a comemorar o seu 180º aniversário. Seguiu-se a conferência sobre “A Importância do Mutualismo no Mundo”, com as presenças Internacionais do Presidente da AIM (Association Internacionale de la Mutualité), Christian Zahn, da representante da ODEMA (Organización de Entidades Mutuales de las Américas) pelo Uruguai, Maria Cecília López, bem como do Diretor de Cooperação da CPLP, Manuel Lapão. Participaram, igualmente, Luís Alberto Silva, Presidente do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas, que reafirmou que “deverá ser feito um grande esforço por parte de todas as organizações mutualistas de cúpula, para consolidar e expandir o mutualismo, enquanto ator fundamental da economia social solidária e com uma importância fundamental na construção de sociedades mais justas e equitativas”.

     

    Entrega dos prémios “Inovar para Melhorar” 2014 e “Mutualismo e Solidariedade” 2013

    No final do debate, procedeu-se à entrega do Prémio “Inovar para Melhorar” 2014, pelo Presidente da CASES, Eduardo Graça, que em representação do júri distinguiu a Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança, pelo projeto “(Re)equilibrar”, recebido pelo seus Presidente, Alcídio Castanheira.

    Seguiu-se a entrega do Prémio “Mutualismo e Solidariedade” 2013, atribuído a Ana Maria Ferro e Delfim Campos Neto, por Luís Alberto Silva, em nome do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas e por Eva Maria Dias de Brito Cabral, Assessora para os Assuntos Sociais.

    A sessão de encerramento foi feita pela Assessora para os Assuntos Sociais, Eva Maria Dias de Brito Cabral, em representação do Primeiro-Ministro de Portugal e pelo Presidente do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Alberto Silva.

     

     Galeria de Imagens Dia Nacional do Mutualismo 2014