As Jornadas Mutualistas Regionais’16 chegaram ao fim, depois de duas semanas de intensa participação dos mutualistas de todo o país. Tavira, Santa Maria da Feira, Lisboa e Porto foram os locais desta primeira fase das JMR’16, onde foi possível analisar e debater os problemas que as Mutualidades enfrentam e, conjuntamente, encontrar respostas e soluções para os mesmos.
As instalações do Monte-Pio Artístico Tavirense – Associação de Socorros Mútuos, em Tavira, foram o ponto de partida para estas Jornadas Mutualistas Regionais. Foram mais de 15 os mutualistas da zona do Algarve que quiseram participar neste
encontro, onde, entre outros assuntos, foi possível divulgar os protocolos e parcerias celebrados entre a UMP e outras entidades, bem como para explorar ideias de projetos a alavancar. “Os protocolos estabelecidos procuram encontrar condições mais vantajosas em diferentes áreas de negócio que interessam às Associadas, como, por exemplo, protocolos com empresas especializadas em têxteis para respostas sociais ou ainda marcas de referência para aquisição de equipamentos lúdico-pedagógicos. Por outro lado, procuramos auscultar que outro tipo de protocolos possam ser úteis às Associações Mutualistas”, explicou a UMP.
Foi igualmente uma oportunidade de se explorarem as dificuldades e a realidade de cada uma das Associações e perceber de que forma concreta é possível melhorar o seu trabalho.
No Europarque de Santa Maria da Feira, marcaram presença cerca de 20 mutualistas de várias Associações. Para além disso, anAssociação Internacional do Mutualismo (AIM) também se fez representar nesta partilha de conhecimentos, experiências e informações, onde foi reforçada a importância do Movimento Mutualista.
António Martins de Oliveira, presidente da Direção da Previdência Portuguesa, relembrou que esta é uma oportunidade para ouvir e conhecer diferentes perspetivas acerca do funcionamento das Associações Mutualistas, e para se inteirarem de alguns problemas que merecem uma reflexão mais aprofundada. “Há questões técnicas e jurídicas que levamos para estudar, bem como alguns dados essenciais para problemas que temos que resolver. Esta é também uma oportunidade para congregar ideias, no sentido de tentar obter caminhos comuns em benefício de todos. Se as Associações não falarem, não há ligações, e estas devem ser feitas para obtenção de vantagens. Uma metodologia idêntica partilhada por todos é muito importante na nossa sociedade e nomeadamente para os valores mutualistas”, defendeu.
Também o presidente da A.S.M. de Serzedo lembrou que a participação das Associações Mutualistas é essencial para permitir encontrar soluções conjuntas: “Nós procuramos interessar-nos e inteirar-nos das situações, mas de toda a maneira este tipo de encontros parcelares permite uma proximidade com outras pessoas e o conhecimento de outras realidades, permitindo a todos colocar as suas dúvidas. Sabemos que as Associações funcionam muito isoladamente, embora a UMP procure a congregação e proximidade. A Associação de Serzedo procura mostrar o seu trabalho e estar de portas abertas, partilhando as nossas soluções”.
A Vice-Presidente Norte do CA da UMP, Jani Salomé, disse que os encontros permitem prestar esclarecimentos e perceber em que é que a UMP pode corresponder. “É também bom para percebermos que as Associações estão empenhadas no desenvolvimento e dinamização do movimento mutualista, e isso para nós é essencial”, esclareceu.
Lisboa recebeu as JMR’16 no dia 1 de março e técnicos, e dirigentes da zona sul do país, num total de 15 participantes, puderem ficar também a conhecer a fundo os protocolos celebrados pela UMP, tendo, para isso, contado com a presença de alguns parceiros, que responderam, em primeira mão, às dúvidas das Associações Mutualistas.
Entre os temas que mais preocupam as Associações estão os processos técnicos relacionados com os concursos do PT2020 e o que se perspetiva para o futuro, sobretudo no que diz respeito às novas gerações, quer na renovação dos órgãos associativos quer na captação de novos associados. Foi um dia de trabalho participado e ativo, onde as Associadas tiveram oportunidade de apresentar os seus constrangimentos e necessidades e, consequentemente, apontar áreas em que a UMP poderá dar respostas, para levarem a bom porto os seus projetos. “As Jornadas são uma oportunidade para o debate de ideias, projetos e para, igualmente, se perceber como é que as Associadas se podem ajudar mutuamente, porque esse é também o espírito do Mutualismo – «um por todos e todos por um». Por isso, nas Jornadas, procurar-se-á analisar que novos desafios a sociedade impõe às Associações Mutualistas e como se pode capacitar a organização, os dirigentes e os técnicos para responder aos mesmos”, referiu Luís Alberto Silva, presidente do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas.
O último dia de Jornadas teve lugar no Porto, na Biblioteca Almeida Garrett, que acolheu mais de três dezenas de mutualistas, em representação de 13 Associações do Norte do país. Os trabalhos foram bastante participados, sendo que os temas suscitaram elevado interesse nos presentes, com particular enfoque nos novos projetos e intervenções sociais a desenvolver pelas Mutualidades.
Estes encontros percorreram todo o país, procurando descentralizar a ação da UMP e dar voz às inquietações e aspirações do movimento mutualista, mas também pretenderam aproximar o Mutualismo das populações, daí que tenham sido escolhidos para a sua realização, preferencialmente, espaços públicos.
“Este é um momento muito importante para as Associações Mutualistas, na medida em será reforçada a importância do Movimento Mutualista, para que este se torne cada vez mais forte e unido. Tem sido uma prática do Conselho de Administração da UMP ir ao encontro das Associações Mutualistas, pelo que o facto de percorrermos todo o país é seguirmos essa política denproximidade, isto é, de descentralizarmos a nossa ação e estarmos cada vez mais perto das nossas Associadas”, explicou LuísnAlberto Silva.