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  • 142.º aniversário da ASM 1.º de Dezembro assinalado em Almada

    142.º aniversário da ASM 1.º de Dezembro assinalado em Almada

    A Associação de Socorros Mútuos 1.º de Dezembro assinalou este sábado, 29 de novembro, o seu 142.º aniversário, numa sessão comemorativa realizada na sede da instituição, em Almada, que contou com a presença de dirigentes, associados, do Grupo Coral da instituição e representantes de várias entidades locais. 

    Entre os convidados destacou-se a participação do Vereador da Câmara Municipal de Almada responsável pelos Pelouros da Educação, Ação Sociocultural e Desporto, António Matos, bem como da Presidente da Junta da União de Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas, Maria D’Assis Almeida, que se associaram às celebrações e deixaram palavras de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela histórica mutualidade almadense. 

    Embora impossibilitado de estar presente, o Presidente da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), Luís Alberto Silva, enviou uma mensagem dirigida a todos os participantes, sublinhando a importância do legado da instituição e o contributo determinante que continua a prestar à comunidade.

    Na sua comunicação, o líder da UMP destacou que celebrar 142 anos “é celebrar gerações inteiras de homens e mulheres que construíram, com coragem e espírito solidário, uma instituição que nunca deixou de cuidar, proteger e valorizar quem mais precisa”. Sublinhou ainda que o percurso da associação, liderada por Jorge Cordeiro, demonstra que “o mutualismo permanece atual, necessário e capaz de responder aos grandes desafios sociais que o país enfrenta”. 

    Luís Alberto Silva deixou um elogio especial ao centro de convívio da ASM 1.º de Dezembro, que qualificou como “um verdadeiro espaço de vida, de companheirismo e de dignidade”, onde diariamente se combate a solidão e se promove a alegria e a criatividade dos utentes, através da música, das atividades culturais e de momentos de partilha. 

    Realçando os desafios do envelhecimento e das dificuldades no acesso aos cuidados de saúde, o Presidente da UMP afirmou que instituições como a 1.º de Dezembro têm hoje “um papel ainda mais decisivo”, deixando uma palavra de incentivo para que continuem a cuidar e a inovar nas áreas do envelhecimento ativo, da promoção da saúde e do bem-estar comunitário. 

    Garantiu ainda a total disponibilidade da UMP para continuar a apoiar a associação: “O mutualismo vive da união e da capacidade de construir soluções em conjunto, e é nessa missão que continuaremos empenhados.” 

    A sessão encerrou num ambiente de celebração, reforçando o orgulho na história da instituição e o compromisso de continuidade do seu trabalho ao serviço da população de Almada.

    Fotografia: Cortesia da União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas.

  • Como o mutualismo transforma pequenos euros em proteção social

    Como o mutualismo transforma pequenos euros em proteção social

    Um novo relatório do Observatório de Desafios Sociais, do Centro de Psicologia da Universidade do Porto, divulgado recentemente, revela que 75,2% dos portugueses conseguiram poupar dinheiro em 2024, ainda que mais de metade (55,5%) considere essa tarefa “muito difícil” ou “difícil”. Além disso, quase metade dos inquiridos não estão otimistas em relação à economia nacional para este ano, apesar de mais de 44% pretender poupar ainda mais em 2025.

    Este relatório revela ainda que 54,4 por cento dos portugueses admite gastar menos do que aquilo que ganha e que uma percentagem elevada dos consumidores, na ordem dos 76 por cento, já tem o hábito de elaborar uma lista de compras. Ainda assim mais de 31 por cento dos inquiridos já fez compras por impulso.

    Esses números dizem muito sobre a realidade portuguesa: há vontade de criar reservas financeiras, mas a dificuldade sentida é bem real. E é precisamente nesse contexto que o Movimento Mutualista – um movimento social com mais de oito séculos de história – mostra como a poupança pode ir muito além de simplesmente acumular dinheiro em contas bancárias.

    Por que algumas poupanças “pequenas”
    fazem uma grande diferença mutualista

    As mutualidades portuguesas são associações sem fins lucrativos que funcionam com base na solidariedade, na reciprocidade e na participação democrática. Os associados contribuem regularmente (com quotas) para um fundo comum que é usado para garantir proteção social – em saúde, reformas, invalidez, morte – e também para apoiar respostas sociais, como creches, serviços de apoio domiciliário e lares.

    Isto significa que mesmo contribuições relativamente pequenas podem gerar valor coletivo: uma parte vai para a proteção social imediata ou futura (por exemplo, seguro de saúde, pensões), outra parte é reinvestida nos próprios projetos sociais das associações mutualistas, que podem ser novas creches, jardins-de-infância, centros de dia, lares ou outras respostas sociais.

    O que torna estas instituições especialmente poderosas é que os benefícios financeiros da sua atividade não são distribuídos como lucro entre investidores: são reinvestidos para melhorar as respostas sociais para todos os associados. É uma lógica de “ganhar para pertencer”, de construir resiliência comunitária.

    O relatório do Observatório de Desafios Sociais, do Centro de Psicologia da Universidade do Porto, mostra que a maioria dos portugueses quer poupar, mas enfrenta dificuldades – e teme o futuro económico. O Movimento Mutualista, com a sua experiência secular e estrutura de solidariedade, oferece uma solução concreta: não apenas para acumular poupança, mas para proteger-se, contribuir para o bem comum e construir respostas sociais.

    Assim, subscrever uma solução mutualista com alguns euros (dois, três, dez, vinte ou mais) pode ser um dos atos financeiros mais significativos de um cidadão – porque gera segurança pessoal e reforça a rede comunitária que beneficia todos os associados.

  • PRR: 337 milhões foram destinados à economia social

    PRR: 337 milhões foram destinados à economia social

    PRR ultrapassa 10 000 milhões em pagamentos, mas as instituições da economia social ficam com uma fatia ainda modesta, segundo o último relatório de monitorização.

    Os pagamentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) ultrapassaram 10 057 milhões de euros até à última quarta-feira, conforme revela o mais recente relatório de monitorização — um marco que corresponde a 45% da dotação e valor contratado e a 42% do montante aprovado.

    Apesar da dimensão global deste fluxo de fundos, as instituições da economia social e solidária receberam apenas 337 milhões de euros — uma parcela significativamente menor face aos montantes distribuídos para empresas, entidades públicas ou autarquias.

    De acordo com o relatório, as empresas privadas lideram os pagamentos do PRR, tendo recebido 3 657 milhões de euros até agora. A seguir aparecem as entidades públicas (2 047 milhões), autarquias e áreas metropolitanas (1 400 milhões), empresas públicas (1 061 milhões), escolas (605 milhões) e ensino superior (404 milhões)

    O relatório de aprovações de projetos também destaca a economia social — com 823 milhões de euros aprovados para instituições deste setor. No entanto, só 337 milhões já foram pagos, o que indica uma discrepância entre o que está previsto para a economia social e o que efetivamente chega às suas entidades.

    O PRR, com execução prevista até 2026, foi desenhado com o objetivo de fomentar reformas, apoiar investimentos estratégicos e gerar emprego em Portugal, especialmente após os impactos da pandemia da COVID-19.

    Para as instituições da economia social — como IPSS (instituições particulares de solidariedade social), cooperativas, instituições de solidariedade ou outras entidades sem fins lucrativos — esse financiamento representa uma oportunidade importante para reforçar respostas sociais, desde a saúde e apoio aos cuidados à infância e envelhecimento até inovação social.

  • UMP reforça capacitação das mutualidades com novo webinar

    UMP reforça capacitação das mutualidades com novo webinar

    A União das Mutualidades Portuguesas (UMP) realizou recentemente mais um webinar dedicado à capacitação técnica das associações mutualistas, aprofundando matérias essenciais para a gestão, sustentabilidade e planeamento das modalidades associativas. A sessão, dirigida a dirigentes e colaboradores do movimento mutualista, voltou a revelar um forte interesse por parte dos participantes, que acompanharam atentamente a exposição sobre os critérios técnicos e legais associados ao Estudo de Viabilidade Económica nas Modalidades Associativas de Saúde, um instrumento importante para a boa gestão das associações mutualistas.

    Este encontro insere-se na estratégia da UMP de promover formação contínua e de aproximar as mutualidades dos instrumentos que permitem uma gestão mais eficiente, transparente e orientada para resultados. A sessão decorreu num ambiente dinâmico e interativo, permitindo aos participantes compreender de forma clara os desafios, metodologias e enquadramentos legais associados ao tema em análise.

    O webinar foi também desenvolvido no âmbito do projeto Mutualismo em Movimento, uma iniciativa de capacitação institucional cofinanciada pela União Europeia através dos programas Pessoas 2030 e Portugal 2030.

    Com este ciclo de webinares, a UMP prossegue o objetivo de fortalecer o movimento mutualista, promovendo o acesso a conhecimento atualizado e ferramentas práticas que contribuam para uma atuação mais robusta, sustentável e alinhada com as necessidades das comunidades.

    A UMP continuará a dinamizar novas sessões formativas ao longo dos próximos meses, mantendo o compromisso de capacitar, unir e valorizar as associações mutualistas de todo o país.

  • CIDACL: lembrar os Direitos das Crianças vestindo pijama

    CIDACL: lembrar os Direitos das Crianças vestindo pijama

    O Dia Nacional do Pijama não é apenas uma “brincadeira divertida”: é uma ação simbólica carregada de significado, que aproveita a data dos Direitos da Criança (20 de novembro) para chamar a atenção para a realidade de crianças institucionalizadas ou sem família, promovendo o valor do acolhimento familiar e o respeito pelos direitos fundamentais da infância.

    No Centro Infantil Dr. António da Costa Leal (CIDACL), em Santa Clara, Lisboa, as crianças vieram de pijama, prontas para celebrar este dia tão especial, que nos remete para a importância do direito de todas as crianças a terem uma família, amor e proteção.

    Entre histórias, brincadeiras e muitos sorrisos, viveu-se uma manhã cheia de magia e ternura.

    Partilhamos imagens da celebração no CIDACL AQUI.

    A Convenção sobre os Direitos da Criança, adotada pela ONU em 1989, consagra direitos fundamentais — como à educação, à saúde, à proteção, à participação e à não discriminação. Mas muitas crianças ainda enfrentam obstáculos – pobreza, violência, desigualdade. É nossa responsabilidade coletiva garantir esses direitos, hoje e sempre.

    Vamos escutar as crianças, dar-lhes voz, e fazer com que a sua dignidade e bem-estar sejam uma prioridade nas nossas políticas, nas nossas comunidades, nas nossas vidas.

    Celebramos esta data com as nossas crianças do CIDACL e orgulhamo-nos do Selo Protetor que nos foi atribuído, do trabalho que fazemos diariamente e do reconhecimento da comunidade.

  • Nota de Pesar pelo falecimento de Octávio Félix de Oliveira

    Nota de Pesar pelo falecimento de Octávio Félix de Oliveira

    A União das Mutualidades Portuguesas (UMP) manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Octávio Félix de Oliveira, Presidente do Instituto da Segurança Social (ISS), cuja partida representa uma perda sentida para a administração pública portuguesa e para todo o setor social.

    Ao longo dos últimos dezoito meses, a UMP manteve com Octávio Félix de Oliveira uma relação institucional próxima, assente no diálogo construtivo, na cooperação e numa visão partilhada sobre a importância das respostas sociais de base comunitária. Em todas as reuniões realizadas, evidenciou uma postura íntegra, capacidade estratégica, disponibilidade para ouvir e um profundo respeito pela missão das associações mutualistas.

    Com um percurso profissional de grande relevância, Octávio Félix de Oliveira iniciou carreira no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) em 1987, onde exerceu diversas funções técnicas e de direção.

    Presidiu ao IEFP entre 2011 e 2013, desempenhou funções como Secretário de Estado do Emprego entre 2013 e 2015 e foi docente em várias instituições de ensino superior. Nos últimos anos, dirigiu centros de formação profissional e representou Portugal em organismos internacionais, como a OCDE e estruturas europeias ligadas ao emprego e formação. Desde maio de 2024, assumia a presidência do Instituto da Segurança Social.

    Natural do Tramagal e residente em Torres Novas, distinguiu-se pela dedicação à causa pública e sentido de missão. Na última sexta-feira, 14 de novembro, foi agraciado com a Medalha de Mérito atribuída pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, e recebeu um louvor publicado em Diário da República, onde se destaca a sua liderança, ética profissional e contributo indelével para as instituições que serviu.

    A União das Mutualidades Portuguesas apresenta à família, amigos, colaboradores e a toda a comunidade do Instituto da Segurança Social e do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social as mais sentidas condolências, prestando homenagem a um dirigente público que dedicou a sua vida ao serviço dos outros e ao bem comum.

  • CIDACL candidata-se ao Bairro Feliz do Pingo Doce do Lumiar

    CIDACL candidata-se ao Bairro Feliz do Pingo Doce do Lumiar

    Até 12 de dezembro, na loja Pingo Doce do Lumiar, Lisboa, vote na causa do CIDACL e ajude a renovar a área de acolhimento das crianças deste centro infantil localizado na freguesia de Santa Clara.

    “Um lugar a mudar para acolher e brincar” é o nome do projeto com que o Centro Infantil Dr. António da Costa Leal (CIDACL), Lisboa, se candidata ao programa Bairro Feliz, promovido pelo Pingo Doce, na loja do Lumiar.

    Este programa apoia com até mil euros uma causa votada pela comunidade local e, no caso do CIDACL, o donativo visa requalificar a área polivalente onde as crianças são acolhidas diariamente. Pretende-se adquirir livros, materiais sensoriais, instrumentos musicais, puffs, tapetes de conforto, caixas para arrumação e uma cancela de segurança. Estes recursos tornarão o espaço mais seguro, confortável e estimulante, promovendo bem-estar, aprendizagens e o desenvolvimento das crianças desde o início até ao fim do dia.

    O espaço polivalente onde as crianças são recebidas atualmente no CIDACL tem materiais que são insuficientes e estão muito desgastados. Com esta candidatura pretende-se criar um lugar mais acolhedor para as crianças crescerem e aprenderem!

     

    Como pode ajudar?

    Até 12 de dezembro, sempre que visitar a loja do Pingo Doce do Lumiar, Lisboa, e realizar uma compra igual ou superior a 10 euros, recebe uma Moeda Bairro Feliz para poder votar na causa do CIDACL. A causa mais votada recebe o donativo Pingo Doce no valor correspondente ao orçamento entregue na inscrição.

  • Mutualista da Covilhã e AD Beira Baixa unem forças na saúde

    Mutualista da Covilhã e AD Beira Baixa unem forças na saúde

    Foi assinado na última semana, em Castelo Branco, um protocolo na área da Saúde entre a Mutualista da Covilhã e a Associação de Diabéticos da Beira Baixa (ADBB), durante uma Assembleia Geral Ordinária da associação albicastrense. A primeira iniciativa formal conjunta decorre já no próximo dia 22 de novembro, com presença da Unidade Móvel de Saúde da Mutualista para um rastreio à diabetes num evento que assinalará o Dia Mundial da Diabetes no Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e que reunirá nomes como Adalberto Campo Fernandes, ex-ministro da Saúde, ou Rui Ivo, Presidente do Infarmed.

    O evento, organizado pela ADBB, de entrada livre, decorre na Escola Superior da Educação, a partir das 14h30, e conta, em paralelo ao rastreio na Unidade Móvel de Saúde, com uma conferência subordinada ao tema “Diabetes e Bem-Estar” em que participarão especialistas na área da saúde e da diabetes. Um dos oradores, para além de Adalberto Campo Fernandes e Rui Ivo, será o Presidente da Mutualista da Covilhã, Nelson Silva.

    Estão confirmados também para a conferência: Manuel Mega, Diretor dos Serviços de Bloco Operatório e de Unidade de Cirurgia de Ambulatório da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco; Ana Figueiredo, Médica da Unidade Local de Saúde de Coimbra e na Unidade Dia Diabetes de Coimbra; Andrea Tello de Lima, Diretora Executiva do Fórum Saúde XXI; Leopoldo Rodrigues, Presidente do Município de Castelo Branco, Helena Monteiro, Presidente da ADBB; e Catarina Castro, economista e comentadora da SIC; entre outros.

    Para além de ações pontuais como esta, o protocolo prevê a possibilidade de desenvolvimento de projetos conjuntos e outras iniciativas de cooperação institucional na área da saúde. “Esta parceria reflete aquilo que defendemos: trabalho em rede, proximidade e soluções concretas para os desafios da saúde nas comunidades”, frisa Nelson Silva, para quem este protocolo significa “somar recursos e conhecimentos numa área onde a prevenção faz toda a diferença.”

    Já Helena Monteiro, Presidente da Direção da ADBB, agradeceu durante a cerimónia a confiança manifestada e enalteceu “a dinâmica e o trabalho de excelência exercido pela Mutualista da Covilhã na vertente social”, sobretudo numa região do interior, enfatizando ainda a importância desta “parceria de proximidade”.