A Clínica São Cristóvão, da ASMECL, acolheu a 4.ª edição das “Conversas de Fim de Tarde”, promovida pela Ordem dos Enfermeiros – Secção Regional do Sul, dedicada ao tema “O Cuidado à Pessoa Mais Velha”.
Com grande adesão de profissionais, o encontro abordou os desafios do envelhecimento da população portuguesa e refletiu sobre estratégias inclusivas para garantir uma melhor qualidade de vida à população sénior.
De 6 a 9 de junho, a Casa da Mutualidade, d’A Previdência Portuguesa, na baixa de Coimbra, volta a encher-se de “estórias” com a realização da Feira do Livro. Com dezenas de títulos infantis, juvenis e de ficção, a feira oferece descontos até 30%, com condições especiais para associados da Previdência Portuguesa.
Um convite à leitura e à cultura, numa iniciativa que promove o acesso a livros de qualidade a preços acessíveis.
A Mutualidade de Santa Maria vai promover, no próximo dia 4 de junho às 17h30, um workshop dedicado ao tema “Vínculo Pais-Bebé e Autocuidado”, no Centro Infantil de Lourosa.
Integrada no projeto “Famílias Felizes, Crianças Felizes”, apoiado pelo Prémio BPI – Fundação la Caixa Infância, a iniciativa, de participação gratuita, pretende fornecer ferramentas práticas para fortalecer o vínculo familiar e promover a parentalidade consciente.
A Climutua, da ASM São Mamede de Infesta, dinamizou uma formação prática de Primeiros Socorros para os seus colaboradores. A sessão teve como foco o reforço da capacidade de resposta em situações de emergência.
O investimento na formação contínua demonstra o compromisso da associação com a segurança, o bem-estar e a qualidade dos serviços prestados à comunidade.
O Dia da Criança foi vivido com uma energia contagiante no Centro Infantil Dr. António da Costa Leal (CIDACL), com momentos que ficarão na memória de bebés e crianças. As salas de 1 ano mergulharam em experiências sensoriais, brincadeiras com água, piscinas de bolas e diversão garantida num insuflável colorido.
Já os mais crescidos, das salas de 2 anos, participaram numa atividade especial no Campo das Amoreiras, organizada pelo grupo de escolaridade da Comissão Social de Freguesia de Santa Clara. Pinturas faciais, bolas de sabão, insufláveis, piquenique e gelado fizeram deste dia uma verdadeira celebração da infância.
Mais do que um dia festivo, foi um momento de valorização do brincar e da construção de memórias felizes, com o apoio de todos os que contribuíram para este evento inesquecível.
Luís Marques Mendes, político, comentador e ex-dirigente de instituições sociais defendeu uma cooperação mais profunda entre o Estado, as mutualidades e o setor social, destacando o seu papel insubstituível na sociedade portuguesa. A sua intervenção decorreu no âmbito da conferência “Os unicórnios sociais da cidade do futuro”, integrada no programa do Dia Nacional do Mutualismo
Moderado pelo jornalista da RTP, Daniel Catalão, o debate focou-se no futuro da intervenção social em Portugal. Para Marques Mendes, a relevância das mutualidades é inquestionável: “As mutualidades provaram no passado, continuam a provar no presente e acho que continuarão a provar no futuro a sua importância, prestando um serviço inestimável aos portugueses”.
Face ao “sério problema do envelhecimento da população”, que já se manifesta, por exemplo, no “drama das camas sociais nos hospitais”, Marques Mendes defendeu que o caminho só pode passar pelo reforço da intervenção das mutualidades e das instituições sociais.
“Quando se fala neste conceito de unicórnios sociais, não falamos no plano financeiro, mas numa maior escala, numa maior dimensão e maior capacidade de intervenção no futuro”, clarificou.
Questionado pelo jornalista, Luís Marques Mendes concordou que as mutualidades, além da componente de apoio social aos idosos e às crianças, têm um importante papel a desempenhar na saúde. A esse respeito foi claro a vaticinar que é impossível ao Estado não refletir e repensar no modo de funcionamento do setor da saúde em Portugal, ressalvando à partida que “nada disso é para acabar com o Serviço Nacional de Saúde, talvez a conquista mais inestimável do 25 de Abril”, a seguir à liberdade e à democracia. “Não se trata de privatizar a saúde, é encontrar um novo modelo que deve contemplar três realidades” que enumerou.
A primeira é a celebração de parcerias com o setor privado e social. “É preciso envolver muito mais o setor social. Pouca gente saberá que as mutualidades têm uma vasta experiência histórica, muito anterior ao 25 de Abril, e muito forte no domínio da saúde e o Estado deverá refletir sobre o modelo de cooperação”, vincou. As duas outras realidades a repensar seriam a organização da saúde, que se “tornou obsoleta”, e a gestão, “não se compreendendo como é que um hospital com gestão privada tem bons resultados e um hospital só porque a sua gestão é pública, não tem”.
Concluindo o seu raciocínio, o candidato às eleições presidenciais defendeu que “as mutualidades têm que ser parceiras do Estado também no domínio da saúde”.
A UMP atribuiu a distinção que reconhece personalidades do Movimento Mutualista que se destacaram pelo seu percurso e dedicação ao mutualismo e à solidariedade a dois Dirigentes com um longo e auspicioso trajeto à frente das associações e na dedicação à causa mutualista: Hélder Pinheiro, Presidente da Associação de Socorros Mútuos Previdência dos Ferroviários de Portugal (à direita na imagem); e João Esteves, Presidente da Associação de Socorros Mútuos Protetora dos Artistas de Faro (à esquerda na imagem).
Dois momentos pautados pela surpresa, na medida em que os homenageados apenas tomam conhecimento do Prémio no próprio momento. Hélder Pinheiro agradeceu a homenagem e estendeu-a à família que o tem apoiado durante os 25 anos de serviço ao Movimento Mutualista. Visivelmente emocionado, João Esteves, que é também membro do Conselho de Administração da UMP, confessou que a distinção “foi a maior surpresa” que alguma vez lhe fizeram durante toda a vida.
O futuro da previdência social em Portugal passa, inevitavelmente, por um reforço do pilar complementar das pensões e por uma maior valorização do papel das mutualidades. Esta foi a principal conclusão da conferência realizada no âmbito do Dia Nacional do Mutualismo 2025, que reuniu especialistas e decisores com vasta experiência nos domínios da segurança social, fiscalidade e relações laborais.
O economista Armindo Silva, ex-diretor da Comissão Europeia e coautor do Livro Verde da Sustentabilidade da Segurança Social, defendeu a revisão do regime fiscal em sede de IRS e IRC sobre as contribuições para os planos de reforma individuais e profissionais, que em Portugal abrangem apenas 4% da população ativa, contra os 70% em países nórdicos, na Suíça ou na Áustria, ou 40% em países como o nosso onde estes sistemas são voluntários.
Para estimular o sistema complementar de pensões, este especialista propõe, também, a revisão da legislação de 1989 sobre estes regimes, criando um modelo pré-definido de planos profissionais baseado no princípio da inscrição semiautomática, e a consignação de um ponto percentual do IVA à acumulação em certificados de reforma ou instrumento privado equivalente.
Armindo Silva admitiu que o risco de sustentabilidade da segurança social “é real”, mas chamou a atenção para o elevado grau de incerteza associado a essas projeções que assentam em diferentes cenários. Ainda assim, nos cálculos realizados para o saldo do sistema previdencial, será crível que entrará em défice na segunda metade de 2030, podendo agravar-se na segunda metade dos anos 2040, aproximando-se de 1% do PIB.
O aumento previsível do diferencial entre o valor do último salário auferido e o valor da reforma abre uma janela de oportunidade ao Movimento Mutualista, que precisa de adquirir dimensão e capacidade técnica e financeira, para entrar neste mercado “cada vez mais exigente em termos de solvência e supervisão”.
Mutualidades: confiança, prudência e capacidade técnica O ex-Secretário de Estado da Segurança Social, Jorge Campino, destacou o papel que as mutualidades podem — e devem — desempenhar neste novo paradigma de proteção social complementar. Segundo o responsável, das 101 associações mutualistas existentes em Portugal, 41 atuam em regime de capitalização. Contudo, apenas duas estão sujeitas ao regime de solvência da ASF, enfrentando dificuldades significativas no cumprimento das exigências regulatórias.
“As outras 39 mutualidades devem pautar a sua gestão pelo rigor e pela prudência. O maior ativo que podem oferecer aos cidadãos é a confiança”, sublinhou Campino, reforçando que “há espaço e futuro para estas entidades no regime complementar de pensões”.
Pacto de regime e papel das empresas Também presente no debate, o Secretário-Geral Adjunto da UGT, Sérgio Monte, apelou à construção de um pacto de regime para a sustentabilidade da Segurança Social, criticando o uso político-partidário deste tema nos últimos anos. “Tem sido uma arma de arremesso político-partidária e entre governos e oposições, quando não devia”, o que, na sua perspetiva, justifica que as reformas necessárias sejam consecutivamente adiadas.
Já na perspetiva empresarial, João Casteleiro Alves, CEO da empresa tecnológica Latitudde/Grupo RIT, defendeu que as organizações com foco no talento e bem-estar dos seus colaboradores devem assumir responsabilidade ativa na construção do sistema complementar de pensões: “As empresas podem aliviar o peso sobre o sistema público e proteger os seus trabalhadores, criando soluções próprias de poupança para a reforma.”
O gestor revelou ainda que a empresa que lidera está a colaborar com a União das Mutualidades Portuguesas na criação de uma associação mutualista que abranja os seus 550 trabalhadores, promovendo a proteção social em regime de capitalização.
A decisão do júri constituído por Eduardo Graça (CASES), Filipe Almeida (Estruturo de Missão Portugal Inovação Social) e Pedro Portugal Gaspar (AIMA) recaiu no projeto “ABF Exercício – Saúde, Movimento e Comunidade na Baixa do Porto”, d’A Beneficência Familiar.
O projeto apresenta-se como um modelo social e comunitário de promoção da saúde integrado e inovador, integrando as áreas terapêutica, fitness e bem-estar no coração da cidade do Porto.
Em representação da CASES e do Júri, Manuel Maio entregou o Prémio Inovar Para Melhorar ao representante d’A Beneficência Familiar, Daniel Renato, que realçou a importância do projeto para os residentes na baixa portuense.
“Famílias Felizes, Crianças Felizes”, d’A Mutualidade de Santa Maria; e “Clínica Gastrenterológica”, do Montepio Artístico Tavirense; foram os dois outros projetos concorrentes.
A cerimónia da transmissão da Chama Mutualista entre a Associação de Socorros Mútuos de Serzedo, onde terminou o roteiro de 2024/2025 e a Associação de Socorros Mútuos Setubalense, onde se inicia o roteiro 2025/2026, foi um dos pontos emotivos da sessão evocativa do Dia Nacional do Mutualismo.
A passagem de testemunho simbólico entre associações mutualistas representa a continuidade, a união e a renovação permanente do Movimento. Em representação da Associação de Serzedo, Joaquim Devesas, Presidente do Conselho de Administração, manifestou-se “muito honrado por a transmissão da Chama ocorrer num dia tão simbólico como este”. Fernando Paulino, Presidente da Associação de Setúbal, reiterou o espírito da iniciativa da União das Mutualidades Portuguesas, que, em seu entender, “dá força e visibilidade ao Movimento Mutualista”.