Blog

  • UMP aposta na prevenção da obesidade com projeto Fast Food U Grow

    UMP aposta na prevenção da obesidade com projeto Fast Food U Grow

    Mais de metade da população residente em Portugal com 18 ou mais anos tem excesso de peso (37,3%) ou obesidade (15,9%), segundo dados nacionais recentes, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. A prevalência é semelhante entre homens e mulheres, o que evidencia que este é um problema generalizado e transversal a toda a sociedade.

    Estes números preocupantes refletem não só os impactos de hábitos alimentares desequilibrados, como também alertam para consequências a longo prazo na saúde pública, incluindo o aumento das doenças crónicas e o agravamento das desigualdades sociais em saúde.

    Mas há também uma dimensão ambiental a considerar: o atual modelo de produção e consumo alimentar contribui significativamente para a emissão de gases com efeito de estufa, para o desperdício de recursos naturais e para a degradação ambiental. Refira-se, a este propósito, que 30% da pegada ecológica per capita em Portugal deriva da alimentação.

    Consciente da necessidade de agir, a União das Mutualidades Portuguesas associa-se ao projeto europeu Fast Food U Grow, uma iniciativa inovadora que promove entre os jovens o cultivo de alimentos saudáveis mesmo em pequenos espaços urbanos — como varandas ou cozinhas —, incentivando a adoção de práticas sustentáveis, acessíveis e responsáveis.

    Através de oficinas práticas, conteúdos digitais e campanhas de sensibilização, este projeto pretende ajudar os jovens a cultivar mais do que alimentos: a sua saúde, a sua autonomia e o seu compromisso com o planeta.

    Porque o futuro da alimentação saudável começa em casa. E pode começar já hoje.

    Saiba mais sobre este projeto AQUI.

  • Bragança: Autenticidade, natureza e a força de uma comunidade

    Bragança: Autenticidade, natureza e a força de uma comunidade

    Na terceira semana de agosto, sugerimos que descubra mais uma cidade mutualista. No nordeste transmontano, entre montanhas, castanheiros e tradições ancestrais, Bragança oferece muito mais do que paisagens de postal. Aqui, a autenticidade vive-se nos ritmos calmos, nos sabores intensos, nos silêncios da natureza e na força da comunidade.

    Neste território, o mutualismo é presença viva e solidária, graças à ASMAB – Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança — uma instituição centenária que apoia crianças, idosos, vítimas de violência doméstica, dá apoio alimentar aos mais vulneráveis e mantém laços comunitários fortes.

    Se procura um destino para dois dias de descoberta com propósito, Bragança é o lugar ideal.

    Comece no emblemático Castelo de Bragança, onde o passado se ergue nas muralhas e na Torre de Menagem. Não deixe de visitar o Domus Municipalis, um edifício civil único na Península Ibérica. Depois, perca-se nas ruas da Cidadela e saboreie o tempo que aqui parece não ter pressa.

    Ao final da manhã, procure um recanto tranquilo no Parque do Eixo Verde e Azul — junto ao rio Fervença — e mergulhe em “Os Passos em Volta” de Herberto Helder. Uma leitura poética para combinar com o silêncio da natureza.

    Ao almoço, entregue-se a uma das joias da gastronomia local: posta mirandesa grelhada, acompanhada de batata a murro e grelos salteados.

    De tarde, visite o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e sinta como a arte enraíza o território. Termine o dia com um passeio no centro histórico e descubra um café com esplanada onde o tempo se estende sem culpa.

    Na natureza, de Gimonde
    ao Parque Natural de Montesinho

    Para um segundo dia de estadia propomos uma visita a Gimonde, uma típica aldeia transmontana, a 12 minutos do centro de Bragança, onde se pode apreciar a sua riqueza patrimonial, o seu castro, o seu encanto rural, as suas paisagens, degustar o seu pão e a boa gastronomia tradicional.

    À tarde, explore a natureza envolvente: também a poucos quilómetros da cidade de Bragança encontra-se o Parque Natural de Montesinho, com trilhos e aldeias que parecem ter parado no tempo, Rio de Onor e Guadramil.

    Se preferir ou se tiver a oportunidade, pode mergulhar e refrescar-se na praia fluvial do Azibo, já em Macedo de Cavaleiros, concelho onde o mutualismo se está a reerguer, através da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Macedenses.

    A ASMAB

    A Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança é um verdadeiro pilar social no distrito. Com uma Creche Familiar (dinamizada por amas, acolhe 27 crianças) e estruturas de apoio aos idosos, nomeadamente um centro de dia (20 utentes) e um centro de convívio (70 idosos), diferencia-se no seio do movimento mutualista pelas suas respostas dirigidas às pessoas vítimas de violência doméstica, um núcleo de atendimento com delegações em várias freguesias do distrito e uma casa abrigo (30 utentes) que integra a rede nacional de centros de acolhimento destas pessoas. A ASMAB está, também, na primeira linha do apoio aos mais vulneráveis, através do seu refeitório e cantina social e do seu programa de apoio alimentar, que serve refeições e disponibiliza bens alimentares a mais de duas centenas de pessoas.

    O seu tecido associativo é constituído por 490 associados, com uma média de 63 anos. A Associação emprega 44 pessoas e ainda promove atividades recreativas e programas de formação profissional.

  • Alimentação e clima: UMP mobiliza jovens para agir

    Alimentação e clima: UMP mobiliza jovens para agir

    Num momento em que a União Europeia aposta numa transição alimentar mais justa, saudável e ecológica, a União das Mutualidades Portuguesas associa-se ao projeto europeu Fast Food U Grow, que pretende capacitar os jovens para práticas alimentares sustentáveis, alinhadas com a Estratégia Europeia “Do Prado ao Prato” e os princípios da Dieta Mediterrânica.

    Segundo dados recentes, a alimentação representa o principal fator da pegada ecológica da União Europeia, sendo responsável por quase um terço das emissões globais de gases com efeito de estufa. A forma como produzimos, transportamos, consumimos e desperdiçamos alimentos tem um enorme impacto sobre o clima, os ecossistemas e a saúde pública.

    É necessário ter presente, por exemplo, que a agricultura intensiva e a pecuária requerem grandes áreas de terra (50% de toda a terra habitável) e consomem quantidades significativas de água (70% do consumo de água doce do planeta), com impactos na biodiversidade e nos recursos hídricos. 

    Na visão da União Europeia, torna-se necessário, por isso, reduzir o consumo de carne e peixe e aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes e cereais, que têm menor impacto ambiental. 

    Por outro lado, é fundamental promover práticas agrícolas sustentáveis, reduzir o desperdício alimentar em todas as etapas da cadeia alimentar, desde a produção até o consumo, e consciencializar os consumidores sobre a pegada ecológica da alimentação e promover escolhas alimentares mais sustentáveis, capazes de garantir o acesso a alimentos seguros e saudáveis, mesmo em situações de crise. 

    O projeto Fast Food U Grow, desenvolvido ao abrigo do programa Erasmus+, é uma resposta prática e educativa a este desafio. Envolve jovens de vários países europeus em oficinas, campanhas e ações de capacitação sobre cultivo urbano, alimentação equilibrada e redução do desperdício alimentar. A proposta passa por reaprender a comer com consciência — e a cultivar, mesmo em casa.

    A UMP reforça, com este projeto, o seu compromisso com o futuro dos jovens e com a promoção de estilos de vida saudáveis e sustentáveis, valorizando o papel das mutualidades como agentes de transformação social.

    +Info sobre o projeto: https://shre.ink/tekS

  • UMP alerta Governo para falta de educadores e riscos no PRR

    UMP alerta Governo para falta de educadores e riscos no PRR

    A Secretária de Estado da Ação Social e Inclusão, Clara Marques Mendes, recebeu, esta semana, o Presidente da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), Luís Alberto Silva, para uma audiência onde foram abordadas questões estruturais que afetam as instituições sociais, nomeadamente a escassez de educadores de infância, os entraves na execução dos projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), entre outras.

    Neste encontro, Luís Alberto Silva transmitiu a crescente preocupação das mutualidades face à dificuldade em recrutar educadores de infância para creches e ensino pré-escolar, uma exigência legal que obriga à presença de um educador e um ajudante por grupo a partir da aquisição da marcha.

    De acordo com o dirigente, que há dias abordou a questão com o Vice-Presidente do Instituto da Segurança Social, Telmo Antunes, a escassez de profissionais está já a comprometer a preparação do próximo ano letivo e é um problema transversal a todo o país. Para mitigar a situação, a UMP apresentou várias propostas, entre elas, o alargamento dos perfis técnicos elegíveis para estas funções a profissionais com formação superior em áreas como educação social, ciências da educação, animação sociocultural ou psicologia da infância. O plano educativo continuaria a ser definido e assinado por uma diretora técnica devidamente habilitada.

    Outro ponto discutido na audiência foi a necessidade de medidas de apoio à requalificação de vários dos equipamentos sociais do Estado (na maioria muito antigos) transferidos para instituições sociais, através de contratos de gestão e de comodato. Luís Alberto Silva defendeu ainda uma maior equidade na capacitação institucional das entidades que integram o Conselho Nacional da Economia Social (CNES), apontando a discrepância de valores face às entidades representadas na Concertação Social.

    Em linha com a reunião anterior no ISS, o Presidente da UMP reiterou que diversos projetos do PRR correm o risco de não avançar devido à dificuldade em contratar empreiteiros disponíveis para prazos muito apertados (até junho de 2026) e ao desfasamento entre os montantes aprovados e os custos reais das empreitadas, que têm vindo a aumentar significativamente.

    Esta audiência permitiu também transmitir a Clara Marques Mendes as preocupações relativas à revisão do Código das Associações Mutualistas e à concretização dos compromissos assumidos pelo Estado no âmbito do Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário, nomeadamente a revisão da Lei das Farmácias Sociais, a celebração de acordos para a prescrição e realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica e de novas convenções de especialidades médicas.

  • Évora, território de cultura, sabores e mutualismo no Alentejo

    Évora, território de cultura, sabores e mutualismo no Alentejo

    Nas quatro semanas de agosto, propomos uma visita a quatro territórios com presença mutualista e com tanto por descobrir. Depois de São Pedro do Sul, no Distrito de Viseu, propomos uma escapadinha ao coração do Alentejo. Classificada como Património Mundial pela UNESCO, Évora é mais do que um museu a céu aberto — é uma cidade que pulsa história, arte e vida comunitária. Évora oferece a quem a visita experiências singulares… e um exemplo vivo de solidariedade ativa, através das suas duas mutualidades: o Legado do Caixeiro Alentejano e o Legado do Operário de Évora.

    Ambas promovem diariamente a coesão social neste território: uma através de respostas sociais à infância, à velhice e previdência social; a outra com uma clínica de saúde, habitação para arrendamento a custos acessíveis e uma galeria, o Atelier do Páteo, que dá palco às expressões artísticas.

    Comece a visita pelo Templo de Diana e deixe-se guiar pelas ruelas brancas até à Sé de Évora, à Igreja de São Francisco com a Capela dos Ossos, o Aqueduto da Água de Prata e as Muralhas Fernandinas. Desça até à Praça do Giraldo e sinta o pulsar da cidade. Numa esplanada, refresque-se e leia. Sugerimos “O Alentejo Prometido” de António Lobo Antunes — uma viagem íntima à alma alentejana. À tarde, prossiga a leitura no Jardim Público de Évora, entre sombras centenárias, pavões e ruínas romanas.

    Ao jantar, experimente uma das iguarias da região: açorda de ovas com coentros ou migas com carne de porco, regadas com um bom vinho da talha.

     

    Cultura viva e o outro lado da cidade

    Reguengos de Monsaraz e o Alqueva estão a pouco mais de meia hora, mas se preferir pode conhecer a Fundação Eugénio de Almeida ou o Bairro do Legado Operário, símbolo da habitação acessível promovida pelo movimento mutualista.

    Almoce num dos muitos restaurantes fora do centro histórico — onde ainda se serve ensopado de borrego como antigamente — e brinde ao Alentejo com uma taça de vinho branco fresco.

     

    O mutualismo vive em Évora

    Nesta cidade feita de pedra e calor humano, o mutualismo é um pilar muito presente. O Legado do Caixeiro Alentejano e o Legado do Operário de Évora são exemplos vivos de como a economia social contribui para o bem-estar, a cultura e a inclusão, dia após dia.
    Évora não é só um lugar a visitar — é um território a sentir. E o mutualismo faz parte dessa experiência.

     

    O Legado do Caixeiro Alentejano

    Fundado a 15 de outubro de 1926, tem 1950 associados e dá emprego a cerca de meia centena de pessoas. Disponibiliza residências aos estudantes que procuram a Universidade de Évora e várias modalidades de previdência social que promovem a poupança com propósito. O Legado do Caixeiro Alentejano desenvolve várias respostas sociais distribuídas pelos 12 hectares da Quinta dos Apóstolos. A Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, que acolhe 32 utentes, e o seu Centro de Dia são valências muito procuradas em Évora. O Serviço de Apoio Domiciliário presta assistência a 40 utentes e a sua cantina disponibiliza apoio alimentar a muitas pessoas vulneráveis. Noutra área da Quinta, não muito distante do complexo sénior, são as crianças que agitam os dias. A creche acolhe 35 utentes e o jardim de infância 50 e, não raras vezes, participam em atividades intergeracionais com os idosos.

     

    O Legado Operário de Évora

    A dois anos de completar um século de existência, administra um bairro de 86 moradias erguido pela associação nos anos 40 do século passado, que arrenda a associados, a custos acessíveis. A sua Clínica São João de Deus, com múltiplas especialidades médicas, é outra resposta muito procurada pelos seus associados e um contributo importante para o acesso dos eborenses aos cuidados de saúde.

    O Legado do Operário possui ainda uma carteira diversificada de modalidades de previdência social e poupança, à medida das necessidades e expectativas dos seus mais de 2.400 associados.

    O Atelier do Páteo é uma estrutura dedicada à promoção e divulgação das expressões artísticas, mostrando que o mutualismo tem também uma palavra a dizer na Cultura.

  • PRR: Programa de Apoio a Bairros Mais Sustentáveis

    PRR: Programa de Apoio a Bairros Mais Sustentáveis

    Entre 25 de agosto e as 17h59 de 30 de novembro de 2025 (“ou até à data em que seja previsível esgotar a dotação prevista”) vai decorrer o período de candidaturas ao «Programa de Apoio a Bairros mais Sustentáveis» que visa financiar medidas que visam a melhoria do desempenho energético em edifícios em risco de pobreza energética. Estes edifícios devem estar localizados em bairros sociais, zonas históricas e/ou áreas de reabilitação urbana das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto

    Os objetivos específicos incluem a renovação energética de, pelo menos, 3.500 frações autónomas nos bairros referidos e que as medidas apoiadas conduzam, em média, a uma redução de, pelo menos, 30 % do consumo de energia primária nos edifícios intervencionados. As despesas elegíveis dividem-se nas seguintes tipologias de intervenção: envolvente opaca e envidraçada; sistemas de climatização; produção de água quente e ventilação; produção de energia com base em energia renovável para autoconsumo; eficiência hídrica e despesas imateriais (certificação energética, auditorias energéticas e consultoria e auditoria em eficiência hídrica).

    Documentação AAC N.º 09/C13-i01/2025 – Programa de Apoio a Bairros mais Sustentáveis

  • Politécnico de Portalegre com Pós-Graduação em Gestão de OES

    Politécnico de Portalegre com Pós-Graduação em Gestão de OES

    Está a decorrer até 12 de setembro o período de candidaturas à Pós-graduação em Gestão de Organizações da Economia Social, que visa capacitar profissionais para a gestão eficiente e sustentável destas instituições, combinando conhecimentos teóricos, jurídicos, financeiros e de inovação, garantindo impacto social positivo e alinhamento com princípios de transparência, ética e sustentabilidade.

    Com duração de dois semestres letivos, funcionará em formato online, pós-laboral. Ler mais