
A Restauradora de Ramalde – Associação Mutualista celebrou no passado sábado (14 de outubro) 140 anos de história com uma cerimónia no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Ramalde, no Porto. O momento incluiu a entrega da Chama Mutualista à instituição portuense, num dia que também ficou marcado pela homenagem póstuma a dois ex-dirigentes da Restauradora, Arlindo Ribeiro da Silva e Carlos Gomes Ferreira, pela entrega de medalhas comemorativas da Associação a diferentes personalidades, entre as quais Luís Alberto Silva, o presidente do C.A. da União das Mutualidades Portuguesas, e também pelas intervenções dos membros dos órgãos associativos da Restauradora, do presidente da Junta de Freguesia de Ramalde e do presidente do C.A. da UMP.
Luís Alberto Silva fez questão de relembrar o legado histórico da Restauradora de Ramalde, que resultou da fusão de duas instituições da cidade, mas também lançou um desafio à atual Direção da Associação, para a ampliação das suas valências na área da Saúde.
“O Mutualismo comemora 720 anos de história em Portugal e os seus princípios, os seus valores e a sua prática são hoje, permitam-me a afirmação, cada vez mais importantes para o bem-estar das populações e para a promoção do bem comum”, começou por afirmar Luís Alberto Silva. “Ao longo da sua história, a Restauradora de Ramalde personificou esta prática do altruísmo, da solidariedade e da prestação de cuidados a quem mais necessita, num espírito de dedicação que começava em pessoas como os dois associados que são hoje alvo de homenagem póstuma, Arlindo Ribeiro da Silva e Carlos Gomes Ferreira, que serviram a Restauradora, nas mais diversas funções, ao longo de mais de 40 anos.
“Mas a história recente não foi fácil. Quando a atual Direção tomou posse, a Associação estava em vias de extinção, num cenário semelhante ao que encontrámos noutras Mutualidades do país quando, pela primeira vez, chegámos ao Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas. Na altura, uma das nossas prioridades foi identificar todos estes casos e trabalhar para a revitalização das instituições, uma política que mantemos ainda hoje, tentando prestar todo o apoio técnico e de capacitação que as Associações Mutualistas necessitem para a sua atividade e para o seu desenvolvimento.
“Ao longo do tempo, esse trabalho sério, persistente e abnegado tem dado frutos. Quer na UMP quer na Restauradora de Ramalde. Aproveito para lançar aqui um desafio à Restauradora de Ramalde: sabemos que em breve a Unidade de Saúde Familiar que ocupa atualmente as instalações da Associação mudará para outro local. A Restauradora deverá aproveitar a oportunidade para desenvolver uma clínica de saúde com diversas especialidades médicas. Com a longevidade da população portuguesa e com a crescente procura de cuidados médicos por parte das populações, o Serviço Nacional de Saúde não vai conseguir dar resposta a estas necessidades. Abre-se aqui uma janela de oportunidade para a Restauradora e para todas as Mutualidades que tenham valências na área da Saúde”, afirmou o presidente do C.A. da UMP.
Luís Alberto Silva aproveitou ainda a presença da Chama Mutualista, proveniente d’A Familiar de Grijó – Associação Mutualista e que foi entregue a Manuel Valentim Pereira, presidente da Direção da Restauradora, para fazer uma analogia com a recente revitalização da instituição portuense. “Num passado recente, a chama da Restauradora até pode ter estado quase a apagar-se, mas a verdade é que nunca se apagou! E, entretanto, com a ação, a dedicação e o trabalho de todos os Mutualistas que colaboram com a Associação, a chama da Restauradora vai certamente ganhar força e iluminar o presente e o futuro desta instituição”, reforçou.






