Nesta quarta semana de agosto, sugerimos que descubra mais um território mutualista. Guimarães, berço da nação, é muito mais do que um destino histórico. É uma cidade vibrante, onde a memória se cruza com a inovação, onde o património vive lado a lado com a criação artística, e onde o mutualismo tem raízes profundas — humanas, sociais e culturais.
Aqui encontramos duas mutualidades que fazem a diferença todos os dias: A Associação Familiar Vimaranense, com respostas de saúde, apoio social, cuidados a idosos, previdência, agência funerária e mais de 16 mil associados; e a Associação de Socorros Mútuos Artística Vimaranense, que alia a solidariedade à promoção da cultura, da arte e da cidadania ativa.
Se está a pensar numa escapadinha de verão que combine descoberta, bem-estar e inspiração, Guimarães é a escolha perfeita.
História viva e leitura à sombra
Comece no Castelo de Guimarães, símbolo da fundação de Portugal, e passe pela Capela de São Miguel do Castelo e pelo Paço dos Duques de Bragança. Continue a pé pelo centro histórico — Património Mundial — e perca-se nas ruas de calçada, nos cafés de charme e nas lojas tradicionais.
Ao final da manhã, procure um banco tranquilo no Jardim do Carmo, perto das muralhas. Leve consigo e desfrute de “Misericórdia”, um dos livros mais audaciosos da literatura portuguesa dos últimos anos, que tem assinatura de Lídia Jorge e nos dá não só um testemunho admirável da condição humana, como desafia a consciência cívica, em sintonia com o espírito mutualista.
Almoce com sabor regional: rojões à moda do Minho ou bacalhau à Zé do Pipo, regados com vinho verde da região.
De tarde, visite o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), onde o contemporâneo dialoga com as raízes. Termine com um passeio pela Zona de Couros, recuperada e cheia de energia criativa.
Se quiser respirar natureza, suba ao Monte da Penha — de teleférico ou a pé. A vista compensa e o santuário convida ao recolhimento e à contemplação. No regresso, pare numa das esplanadas da cidade e peça um doce tradicional, como a torta de Guimarães, enquanto pensa na cidade não só como destino… mas como exemplo de comunidade solidária.
Associação Familiar Vimaranense
A prestação de cuidados de saúde, através de uma clínica com mais de uma dezena de especialidades médicas, é um dos focos principais da atividade desta mutualidade, que nasceu em 1908 e tem o subsídio de funeral como modalidade associativa.
Com um forte dinamismo tem vindo a abrir novos horizontes e novos serviços à comunidade, nomeadamente um Gabinete de Ação Social que promove várias atividades para a população sénior. Administra uma agência funerária, proporciona iniciativas culturais e recreativas e de turismo social e quer abraçar o desafio de desenvolver respostas sociais à infância, de forma a preencher lacunas sentidas no território.
Com mais de 16 mil associados emprega cerca de meia centena de pessoas.
Associação de Socorros Mútuos Artística Vimaranense
Fundada em 1866, tem como objetivos a prestação de apoio na doença e na morte aos seus associados e familiares e o prosseguimento de outros fins de natureza social, cultural, educacional e clínica. Promove atividades cívicas e culturais ao longo do ano. Concertos, oficinas, debates, exposições — são frequentes e acessíveis.