20% dos líderes das mutualidades filiadas na UMP são mulheres

São 11 as mulheres presidentes das associações mutualistas filiadas na União das Mutualidades Portuguesas, o que equivale a 20 por cento do universo destas organizações. Apesar da percentagem continuar aquém daquele que é o patamar mínimo previsto na Lei da Paridade aplicada às candidaturas à Assembleia da República ou aos órgãos autárquicos, o Presidente da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), Luís Alberto Silva assinala a evolução registada desde 2018, quando a representação feminina na liderança de topo das mutualidades era inferior a sete por cento, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.

No Dia Internacional da Mulher, que em 8 de março, a UMP publicou uma imagem com os 11 rostos das mulheres que presidem às associações mutualistas suas filiadas, procurando dessa forma prestar-lhes um tributo e simultaneamente chamar a atenção para a necessidade de atrair mais mulheres para os órgãos associativos destas instituições.

É importante ter em conta nestas estatísticas que, nas mutualidades, 61 por cento das pessoas ao serviço com vínculo laboral eram mulheres. Há instituições, como o Legado do Operário de Évora, em que 100 por cento das pessoas que trabalham no setor administrativo são mulheres e em que 50 por cento dos profissionais que constituem a sua equipa médica são também do sexo feminino.